28/Jun/2009
27/Jun/2009
16/Jun/2009
19/Out/2008
Dieta para DESPORTISTAS: 
Uma dieta adequada, juntamente com um bom treino físico, melhora largamente o rendimento desportivo. A energia requerida para realizar movimentos musculares provém dos ácidos gordos e da glucose armazenados.
Um desportista deve seguir, pois, um regime alimentar muito semelhante ao de qualquer outra pessoa, embora com maior ingestão de hidratos de carbono e proteínas.
Segue-se um plano de regime alimentar para desportistas amadores que vão enfrentar uma competição desportista pela primeira vez. As quantidades foram calculadas para um atleta de 90 Kg , que treina 2 a 4 horas por dia.
Pequeno Almoço:
- 65g de cereais com meio litro de leite
- 4 fatias de pão com 4 colheres de doce
- 400ml de sumo de laranja
Depois do Treino:
- 1 fatia de bolo caseiro
- 1 iogurte
- 1 peça de fruta pequena
- 1 bebida isotónica
Almoço:
- 6 fatias de pão ou uma batata com 200g de feijão-verde
- 1 banana
- 250ml de leite
Depois do Treino:
- 1 bolo de mel
- 1 banana ou 50g de passas
- 500ml de bebida isotónica
Jantar:
- 300g de massa
- Brócolos com molho de tomate
- 1 maçã
- 1 taça de arroz doce pobre em calorias
- 500ml de sumo de fruta diluído em água
Refeição Adicional:
- 90g de cereais em 400ml de leite
Uma dieta adequada, juntamente com um bom treino físico, melhora largamente o rendimento desportivo. A energia requerida para realizar movimentos musculares provém dos ácidos gordos e da glucose armazenados.
Um desportista deve seguir, pois, um regime alimentar muito semelhante ao de qualquer outra pessoa, embora com maior ingestão de hidratos de carbono e proteínas.
Segue-se um plano de regime alimentar para desportistas amadores que vão enfrentar uma competição desportista pela primeira vez. As quantidades foram calculadas para um atleta de 90 Kg , que treina 2 a 4 horas por dia.
Pequeno Almoço:
- 65g de cereais com meio litro de leite
- 4 fatias de pão com 4 colheres de doce
- 400ml de sumo de laranja
Depois do Treino:
- 1 fatia de bolo caseiro
- 1 iogurte
- 1 peça de fruta pequena
- 1 bebida isotónica
Almoço:
- 6 fatias de pão ou uma batata com 200g de feijão-verde
- 1 banana
- 250ml de leite
Depois do Treino:
- 1 bolo de mel
- 1 banana ou 50g de passas
- 500ml de bebida isotónica
Jantar:
- 300g de massa
- Brócolos com molho de tomate
- 1 maçã
- 1 taça de arroz doce pobre em calorias
- 500ml de sumo de fruta diluído em água
Refeição Adicional:
- 90g de cereais em 400ml de leite
23/Jun/2008
14/Jun/2008
SISTEMAS DE JOGO
Sistemas de jogo
Vamos esclarecer que não é de nosso interesse nessa matéria discutir toda a evolução dos sistemas de jogo desde que o futebol passou a ser trabalhado numa perspectiva mais coletiva que individual.
Apenas para contextualizar, temos o WM lá no início dos anos 30, passando pela Diagonal Brasileira até a chegada do 4-2-4 nos anos 50 quando os sistemas passaram a ser nomeados de acordo com o número de jogadores presentes em cada setor do campo (defesa, meio-campo e ataque), exceção feita ao goleiro por motivos óbvios. Não podemos descartar que futuramente podemos ter uma formação de goleiros que os prepare para participar na saída de bola em momentos onde o resultado é adverso.
É importante frisarmos alguns conceitos que influenciam na evolução e na opção por um sistema de jogo:
- a participação mais ativa da fisiologia do exercício implicou em maior capacidade de deslocamentos e mais intensidade nas ações praticadas, forçando alguns sistemas a se adaptarem a essa nova realidade;
- o sistema de jogo é um posicionamento inicial, além disso, a equipe possui um posicionamento “sem bola” e outro “com bola”;
- os sistemas são sempre derivados um do outro, pois na sua essência têm os mesmo compartimentos (defesa, meio-campo e ataque);
- os sistemas surgem em sua da necessidade de se anular um sistema anterior que vinha sendo bem sucedido;
- dentro do mesmo sistema existem pequenas variações de posicionamento que não são suficientes para enquadrá-lo como um “novo” sistema;
- para um mesmo sistema, a alteração das características dos atletas implica em mudanças consideráveis;
- após o início da partida, independentemente do sistema de jogo utilizado, cada equipe apresentará uma variedade de movimentações peculiar;
As características de um sistema de jogo são baseadas na ocupação espacial que ele impõe a quem o adota. A dinâmica de duas equipes pode ser totalmente diferente dentro de um mesmo sistema, o que influenciará diretamente nos resultados obtidos.
Leandro Zago
Vamos esclarecer que não é de nosso interesse nessa matéria discutir toda a evolução dos sistemas de jogo desde que o futebol passou a ser trabalhado numa perspectiva mais coletiva que individual.
Apenas para contextualizar, temos o WM lá no início dos anos 30, passando pela Diagonal Brasileira até a chegada do 4-2-4 nos anos 50 quando os sistemas passaram a ser nomeados de acordo com o número de jogadores presentes em cada setor do campo (defesa, meio-campo e ataque), exceção feita ao goleiro por motivos óbvios. Não podemos descartar que futuramente podemos ter uma formação de goleiros que os prepare para participar na saída de bola em momentos onde o resultado é adverso.
É importante frisarmos alguns conceitos que influenciam na evolução e na opção por um sistema de jogo:
- a participação mais ativa da fisiologia do exercício implicou em maior capacidade de deslocamentos e mais intensidade nas ações praticadas, forçando alguns sistemas a se adaptarem a essa nova realidade;
- o sistema de jogo é um posicionamento inicial, além disso, a equipe possui um posicionamento “sem bola” e outro “com bola”;
- os sistemas são sempre derivados um do outro, pois na sua essência têm os mesmo compartimentos (defesa, meio-campo e ataque);
- os sistemas surgem em sua da necessidade de se anular um sistema anterior que vinha sendo bem sucedido;
- dentro do mesmo sistema existem pequenas variações de posicionamento que não são suficientes para enquadrá-lo como um “novo” sistema;
- para um mesmo sistema, a alteração das características dos atletas implica em mudanças consideráveis;
- após o início da partida, independentemente do sistema de jogo utilizado, cada equipe apresentará uma variedade de movimentações peculiar;
As características de um sistema de jogo são baseadas na ocupação espacial que ele impõe a quem o adota. A dinâmica de duas equipes pode ser totalmente diferente dentro de um mesmo sistema, o que influenciará diretamente nos resultados obtidos.
Leandro Zago
TREINO
Factores treináveis no futebol
O técnico de futebol deve se lembrar sempre ao montar seus treinamentos técnicos e táticos que ele trabalha com uma modalidade onde as habilidades se apresentam de forma aberta.
Esse esporte se caracteriza pela imprevisibilidade de sua seqüência de eventos dentro de uma partida.
Mas isso apenas reforça a necessidade de um treino que reproduza o jogo a todo o momento.
Na lista abaixo estão alguns fatores treináveis do futebol:
- Posse de bola
- com objetivos ofensivos
- com objetivos defensivos
- ataque posicional
- Passes
- curto
- longo
- direto
- misto
- Seqüências ofensivas
- planejadas
- improvisações dentro de um planejamento
- pelo meio
- pelas laterais
- jogadores envolvidos
- balanço defensivo
- Marcação
- por zona
- individual
- mista (por zona em algumas regiões e individual em outras)
- pressão
- meia-pressão
- pressão no homem da bola
- campo inteiro
- meio campo
- sincronia das coberturas
- Compactação
- em largura
- em profundidade
- Faltas
- cometidas
- sofridas
- ofensivas
- defensivas
- centrais
- laterais
- curta distância
- média distância
- longa distância
- regiões favoráveis para cometer
- regiões desfavoráveis para cometer
- regiões favoráveis para sofrer
- regiões desfavoráveis para sofrer
- Escanteios
- ofensivos
- defensivos
- organização rápida
- rebote ofensivo
- rebote defensivo
- montar o contra-ataque no escanteio contra
- eliminar o contra-ataque no escanteio a favor
- Laterais
- a favor
- contra
- na defesa
- no meio
- no ataque
- sair jogando
- alongar a bola
- movimentação sistematizada para sair da marcação
- movimentação sistematizada para criar jogada ofensiva
- Dinâmica do jogo
- veloz
- cadenciada
- variação de velocidades
- Rebotes
- ofensivos
- defensivos
- em bolas paradas
- com o jogo em andamento
- “segundas bolas”
- Desvantagem numérica
- ofensiva
- defensiva
- Reposição de bola (goleiro)
- Curta (com as mãos)
- Longa (quebrada)
- Tiro de meta (passe na lateral da área)
- Tiro de meta (longo)
Leandro Zago
O técnico de futebol deve se lembrar sempre ao montar seus treinamentos técnicos e táticos que ele trabalha com uma modalidade onde as habilidades se apresentam de forma aberta.
Esse esporte se caracteriza pela imprevisibilidade de sua seqüência de eventos dentro de uma partida.
Mas isso apenas reforça a necessidade de um treino que reproduza o jogo a todo o momento.
Na lista abaixo estão alguns fatores treináveis do futebol:
- Posse de bola
- com objetivos ofensivos
- com objetivos defensivos
- ataque posicional
- Passes
- curto
- longo
- direto
- misto
- Seqüências ofensivas
- planejadas
- improvisações dentro de um planejamento
- pelo meio
- pelas laterais
- jogadores envolvidos
- balanço defensivo
- Marcação
- por zona
- individual
- mista (por zona em algumas regiões e individual em outras)
- pressão
- meia-pressão
- pressão no homem da bola
- campo inteiro
- meio campo
- sincronia das coberturas
- Compactação
- em largura
- em profundidade
- Faltas
- cometidas
- sofridas
- ofensivas
- defensivas
- centrais
- laterais
- curta distância
- média distância
- longa distância
- regiões favoráveis para cometer
- regiões desfavoráveis para cometer
- regiões favoráveis para sofrer
- regiões desfavoráveis para sofrer
- Escanteios
- ofensivos
- defensivos
- organização rápida
- rebote ofensivo
- rebote defensivo
- montar o contra-ataque no escanteio contra
- eliminar o contra-ataque no escanteio a favor
- Laterais
- a favor
- contra
- na defesa
- no meio
- no ataque
- sair jogando
- alongar a bola
- movimentação sistematizada para sair da marcação
- movimentação sistematizada para criar jogada ofensiva
- Dinâmica do jogo
- veloz
- cadenciada
- variação de velocidades
- Rebotes
- ofensivos
- defensivos
- em bolas paradas
- com o jogo em andamento
- “segundas bolas”
- Desvantagem numérica
- ofensiva
- defensiva
- Reposição de bola (goleiro)
- Curta (com as mãos)
- Longa (quebrada)
- Tiro de meta (passe na lateral da área)
- Tiro de meta (longo)
Leandro Zago
TÉCNICA: PONTAPÉ DE SAÍDA
Pontapé de saída - forçando o adversário a “quebrar” a bola
Para marcar o tiro de meta da equipe adversária temos que levar em conta alguns fatores:
- média de estatura da própria equipe;
- média de estatura do adversário;
- qualidade técnica do adversário;
- características dos nossos atletas;
- tamanho do gramado.
Adiantando a equipe
Figura 1 – Posicionamento adiantado no tiro de meta adversário
Na figura 1 vemos que a equipe preta adiantou a marcação, obrigando o goleiro a “quebrar” a bola, ou caso ele queira sair jogando correrá um grande risco de perder a bola próximo à sua meta.
Essa marcação é viável quando jogamos contra uma equipe com boa qualidade técnica, pois evitaremos que ela saia jogando e que a bola chegue com qualidade nos meias de criação. Em um campo com dimensões grandes a bola chegará no máximo até a intermediária ofensiva da equipe que bate o tiro de meta. Os jogadores da equipe preta posicionados no meio de campo e na defesa tem que ser bons no jogo aéreo porque existe uma grande probabilidade de a bola vir “por cima”. No caso da bola ser rebatida pra frente, 3 jogadores estão posicionado para realizar o ataque.
Não devemos utilizar esse tipo de marcação em campos com dimensões pequenas ou quando a equipe adversária possui melhores cabeceadores que a nossa nas regiões em que bola vem.
Leandro Zago
Para marcar o tiro de meta da equipe adversária temos que levar em conta alguns fatores:
- média de estatura da própria equipe;
- média de estatura do adversário;
- qualidade técnica do adversário;
- características dos nossos atletas;
- tamanho do gramado.
Adiantando a equipe
Figura 1 – Posicionamento adiantado no tiro de meta adversário
Na figura 1 vemos que a equipe preta adiantou a marcação, obrigando o goleiro a “quebrar” a bola, ou caso ele queira sair jogando correrá um grande risco de perder a bola próximo à sua meta.Essa marcação é viável quando jogamos contra uma equipe com boa qualidade técnica, pois evitaremos que ela saia jogando e que a bola chegue com qualidade nos meias de criação. Em um campo com dimensões grandes a bola chegará no máximo até a intermediária ofensiva da equipe que bate o tiro de meta. Os jogadores da equipe preta posicionados no meio de campo e na defesa tem que ser bons no jogo aéreo porque existe uma grande probabilidade de a bola vir “por cima”. No caso da bola ser rebatida pra frente, 3 jogadores estão posicionado para realizar o ataque.
Não devemos utilizar esse tipo de marcação em campos com dimensões pequenas ou quando a equipe adversária possui melhores cabeceadores que a nossa nas regiões em que bola vem.
Leandro Zago
TÉCNICA: PONTAPÉ DE SAÍDA
Pontapé de Saída - marcando o adversário sob pressão
Essa marcação é constituída por dois momentos que veremos a seguir:
F
igura 1 – Marcação atrasada para o adversário sair jogando
Nesse primeiro momento, recuamos nossos atacantes (jogadores 7 e 9) próximos à intermediária ofensiva juntos com o meia (jogador 10) para que o goleiro adversário opte por sair jogando com seus defensores. Raramente o goleiro baterá o tiro de meta cruzando a área, portanto como ele está do lado esquerdo da pequena área há uma chance maior dele sair com seu lateral esquerdo.
No momento que o goleiro define o jogador a receber a bola e realiza o passe, a marcação deve adiantar-se rapidamente, como veremos abaixo.
Figura 2 – Pressionando a saída do adversário
O atacante do lado da bola ( 7 ) sai no lateral, fechando o passe paralelo à linha lateral (do lateral 6 para o seu meia 11), pois isso impediria a roubada de bola no campo de ataque e colocaria a equipe preta numa situação em que não se preparou. Outra situação que deve ser evitada pelo atacante é o drible para a lateral, porque ele não terá cobertura. O meia ( 10 ) adianta no zagueiro ( 4 ) fechando o passe curto e realizando a cobertura do seu atacante na bola caso ele seja driblado para o meio. O atacante do lado oposto à bola vem para o meio ficando atento a uma possível virada de jogo, visto que o único atleta livre é o lateral direito ( 2 ).
Leandro Zago
Essa marcação é constituída por dois momentos que veremos a seguir:
F
igura 1 – Marcação atrasada para o adversário sair jogandoNesse primeiro momento, recuamos nossos atacantes (jogadores 7 e 9) próximos à intermediária ofensiva juntos com o meia (jogador 10) para que o goleiro adversário opte por sair jogando com seus defensores. Raramente o goleiro baterá o tiro de meta cruzando a área, portanto como ele está do lado esquerdo da pequena área há uma chance maior dele sair com seu lateral esquerdo.
No momento que o goleiro define o jogador a receber a bola e realiza o passe, a marcação deve adiantar-se rapidamente, como veremos abaixo.
Figura 2 – Pressionando a saída do adversário
O atacante do lado da bola ( 7 ) sai no lateral, fechando o passe paralelo à linha lateral (do lateral 6 para o seu meia 11), pois isso impediria a roubada de bola no campo de ataque e colocaria a equipe preta numa situação em que não se preparou. Outra situação que deve ser evitada pelo atacante é o drible para a lateral, porque ele não terá cobertura. O meia ( 10 ) adianta no zagueiro ( 4 ) fechando o passe curto e realizando a cobertura do seu atacante na bola caso ele seja driblado para o meio. O atacante do lado oposto à bola vem para o meio ficando atento a uma possível virada de jogo, visto que o único atleta livre é o lateral direito ( 2 ).Leandro Zago
TÁCTICA: EQUIPA OFENSIVA
Em busca da efetividade ofensiva da equipe
O futebol se caracteriza por apresentar, dentro dos jogos desportivos coletivos (JDC), um dos menores números de finalizações a meta (gol) dentro de uma partida em comparação com outros esportes como basquete, handebol e vôlei, por exemplo. E dessas finalizações, um pequeno número é transformada em gol.
Poucas pesquisas sobre seu aspecto tático foram realizadas até hoje para a melhora da sua compreensão. Pesquisas não só quantitativas, mas também qualitativas precisando detalhes sobre ações ofensivas bem e mal sucedidas para que se observe padrões que se repetem e sirvam como balizadores do trabalho de campo.
Enquanto isso, os treinadores esperam que seus times apresentem algumas características na fase ofensiva baseadas em suas experiências anteriores (empirismo) e nas regras de ação ofensivas que visam dar uma objetividade maior ao jogo.
Vamos a essas regras:
- Dar amplitude (largura) e profundidade ao ataque: o ataque alargado afastará as coberturas defensivas facilitando conseqüentemente a profundidade nos espaços vulneráveis do adversário
- Iludir a defesa contrária: trabalhar a bola num primeiro momento em determinada zona para posteriormente aprofundar o jogo numa zona oposta
- Criar opções de passe: quanto maior o número de opções de passe, maior a dúvida gerada na marcação, tendo como conseqüência o aumento da chance de erro.
- Variações dentro da jogada: alternar passes curtos e longos, jogo direto e apoiado, velocidade de ritmo de circulação de bola.
Essas regras de ação criam uma base para os objetivos ofensivos de uma equipe. Não se deve tornar uma equipe um mecanismo mecânico.
O gol é grande objetivo do jogo e isso é fundamental ser frisado. A imprevisibilidade tem seu espaço sempre reservado para desestruturar os sistemas defensivos.
Leandro Zago
O futebol se caracteriza por apresentar, dentro dos jogos desportivos coletivos (JDC), um dos menores números de finalizações a meta (gol) dentro de uma partida em comparação com outros esportes como basquete, handebol e vôlei, por exemplo. E dessas finalizações, um pequeno número é transformada em gol.
Poucas pesquisas sobre seu aspecto tático foram realizadas até hoje para a melhora da sua compreensão. Pesquisas não só quantitativas, mas também qualitativas precisando detalhes sobre ações ofensivas bem e mal sucedidas para que se observe padrões que se repetem e sirvam como balizadores do trabalho de campo.
Enquanto isso, os treinadores esperam que seus times apresentem algumas características na fase ofensiva baseadas em suas experiências anteriores (empirismo) e nas regras de ação ofensivas que visam dar uma objetividade maior ao jogo.
Vamos a essas regras:
- Dar amplitude (largura) e profundidade ao ataque: o ataque alargado afastará as coberturas defensivas facilitando conseqüentemente a profundidade nos espaços vulneráveis do adversário
- Iludir a defesa contrária: trabalhar a bola num primeiro momento em determinada zona para posteriormente aprofundar o jogo numa zona oposta
- Criar opções de passe: quanto maior o número de opções de passe, maior a dúvida gerada na marcação, tendo como conseqüência o aumento da chance de erro.
- Variações dentro da jogada: alternar passes curtos e longos, jogo direto e apoiado, velocidade de ritmo de circulação de bola.
Essas regras de ação criam uma base para os objetivos ofensivos de uma equipe. Não se deve tornar uma equipe um mecanismo mecânico.
O gol é grande objetivo do jogo e isso é fundamental ser frisado. A imprevisibilidade tem seu espaço sempre reservado para desestruturar os sistemas defensivos.
Leandro Zago
TÁCTICA: ANÁLISE DO JOGO
Análise da incidência de gols por tempo de jogo
No Futebol de alto nível é sabido que qualquer detalhe bem trabalhado ou deixado de lado pode representar, em um estágio final, o êxito ou o fracasso de uma equipe. As preparações física, técnica, tática, psicológica e nutricional atingem hoje níveis muito próximos quando comparamos equipes com as mesmas condições para buscarem o máximo rendimento. Estes níveis, associados, geram componentes fundamentais no jogo. O gol, objetivo principal deste desporto, é um evento que representa em algum momento da partida o desequilíbrio de um ou mais destes componentes resultantes da preparação de uma equipe. No intuito de entender como se dá a dinâmica dos gols em uma partida, ao longo do tempo de jogo, foram dois os objetivos deste trabalho: caracterizar a incidência de gols em períodos fracionados de tempo em jogos profissionais de Futebol e buscar alguma evidência de que a distribuição destes gols ao longo da partida pudesse ser diferente entre os grupos das 4 primeiras equipes colocadas (gp) e das 4 últimas (gr) ao final das 27 rodadas da 1a fase do Campeonato observado. Nesse sentido foram analisados 378 jogos das 28 equipes participantes do Campeonato Brasileiro de Futebol 2001 (todos os jogos correspondentes à 1a fase da competição) através de dados coletados de 3 fontes distintas para comparação (Federação Paulista de Futebol através do seu site; UOL esportes; JDP CAMPINAS).
Após tabulação dos dados, observamos que existiu maior número de gols (54,1%) no 2º tempo dos jogos, ocorrendo com maior freqüência no intervalo de 31 a 45 minutos (31-45). Devemos destacar que 67,75% dos gols que aconteceram no 2o tempo ocorreram no intervalo entre 16 e 45 minutos (16-45) de jogo. Ao compararmos as incidências de gols entre gp e gr, observamos através do teste t (p<0,05) que nos intervalos correspondentes aos 15 minutos iniciais (00-15) do 1o e 2o tempos de jogo e nos 15 minutos finais (31-45) do 2o tempo, a diferença fora significativa entre os grupos analisados (havendo maior incidência de gols nessas faixas de tempo para as equipes do gp). A associação dos resultados obtidos sugere que desequilíbrios táticos ocorrem com maior freqüência no final das partidas (seja pelo desgaste físico ou pela diminuição do nível de atenção) e que o aspecto físico torna-se fator diferencial neste período. As equipes que mais venceram no Campeonato apresentaram maior disposição para fazer gols nos momentos iniciais das etapas de jogo (00-15 do 1o e 2o tempos) e no período final do jogo (31-45 minutos do 2o tempo) o que também nos leva a reafirmar a hipótese acima citada. Esses dados ainda sugerem que as equipes do gp apresentaram como característica, o menor tempo gasto para alcançar um melhor nível de performance técnica, tática e física dentro das partidas.
Leandro Zago
No Futebol de alto nível é sabido que qualquer detalhe bem trabalhado ou deixado de lado pode representar, em um estágio final, o êxito ou o fracasso de uma equipe. As preparações física, técnica, tática, psicológica e nutricional atingem hoje níveis muito próximos quando comparamos equipes com as mesmas condições para buscarem o máximo rendimento. Estes níveis, associados, geram componentes fundamentais no jogo. O gol, objetivo principal deste desporto, é um evento que representa em algum momento da partida o desequilíbrio de um ou mais destes componentes resultantes da preparação de uma equipe. No intuito de entender como se dá a dinâmica dos gols em uma partida, ao longo do tempo de jogo, foram dois os objetivos deste trabalho: caracterizar a incidência de gols em períodos fracionados de tempo em jogos profissionais de Futebol e buscar alguma evidência de que a distribuição destes gols ao longo da partida pudesse ser diferente entre os grupos das 4 primeiras equipes colocadas (gp) e das 4 últimas (gr) ao final das 27 rodadas da 1a fase do Campeonato observado. Nesse sentido foram analisados 378 jogos das 28 equipes participantes do Campeonato Brasileiro de Futebol 2001 (todos os jogos correspondentes à 1a fase da competição) através de dados coletados de 3 fontes distintas para comparação (Federação Paulista de Futebol através do seu site; UOL esportes; JDP CAMPINAS).
Após tabulação dos dados, observamos que existiu maior número de gols (54,1%) no 2º tempo dos jogos, ocorrendo com maior freqüência no intervalo de 31 a 45 minutos (31-45). Devemos destacar que 67,75% dos gols que aconteceram no 2o tempo ocorreram no intervalo entre 16 e 45 minutos (16-45) de jogo. Ao compararmos as incidências de gols entre gp e gr, observamos através do teste t (p<0,05) que nos intervalos correspondentes aos 15 minutos iniciais (00-15) do 1o e 2o tempos de jogo e nos 15 minutos finais (31-45) do 2o tempo, a diferença fora significativa entre os grupos analisados (havendo maior incidência de gols nessas faixas de tempo para as equipes do gp). A associação dos resultados obtidos sugere que desequilíbrios táticos ocorrem com maior freqüência no final das partidas (seja pelo desgaste físico ou pela diminuição do nível de atenção) e que o aspecto físico torna-se fator diferencial neste período. As equipes que mais venceram no Campeonato apresentaram maior disposição para fazer gols nos momentos iniciais das etapas de jogo (00-15 do 1o e 2o tempos) e no período final do jogo (31-45 minutos do 2o tempo) o que também nos leva a reafirmar a hipótese acima citada. Esses dados ainda sugerem que as equipes do gp apresentaram como característica, o menor tempo gasto para alcançar um melhor nível de performance técnica, tática e física dentro das partidas.
Leandro Zago
TÁCTICA: COMPACTAÇÃO
Compactação: conceito e importância
Para iniciarmos a discussão sobre esse tema, precisamos considerar alguns detalhes. Um campo oficial de futebol apresenta medidas que variam segundo as determinações da FIFA. Em nosso artigo vamos nos basear nas seguintes medidas: 100 metros de comprimento X 70 metros de largura. Um gramado com essas dimensões terá uma área de 7000 metros quadrados, que numa divisão simples por 22 jogadores daria a cada um deles algo em torno de 320 metros quadrados de área para ser “coberta”.
Com todo esse cenário, podemos concordar que os atletas não conseguirão ocupar de forma muito eficiente o espaço designado. Para isso, é necessário que a equipe encontre formas de diminuir essa área através de manobras coletivas.
Figura 1 – Ponte (branco) e Palmeiras (verde) encurtando o campo
Nessa situação de ataque da equipe da Ponte Preta, todos os atletas estão dispostos numa área menor que meio campo. O time da Ponte adiantou-se e em resposta a esse movimento, o Palmeiras aproximou suas linhas de defesa, meio e ataque. Conseqüentemente, as coberturas defensivas ficam mais facilitadas pela proximidade dos atletas de marcação.
Toda medida de área leva em consideração os fatores largura e comprimento, por isso a unidade de medida é o metro quadrado. Como a compactação de uma equipe acontece dentro de uma determinada área, deve respeitar dois fatores também: largura e profundidade (seria o equivalente ao comprimento).
Voltando a figura, podemos reparar que a equipe do Palmeiras considerou ambos, ou seja, não somente encurtou a distância entre os setores, como também estreitou-se em relação às laterais do campo. Observe o lateral direito muito próximo a uma faixa central do campo.
A compactação objetiva diminuir o espaço de jogo da equipe que ataca, com movimentos coletivos coordenados que na maioria das vezes utiliza-se da linha de impedimento para tal.
Leandro Zago
Para iniciarmos a discussão sobre esse tema, precisamos considerar alguns detalhes. Um campo oficial de futebol apresenta medidas que variam segundo as determinações da FIFA. Em nosso artigo vamos nos basear nas seguintes medidas: 100 metros de comprimento X 70 metros de largura. Um gramado com essas dimensões terá uma área de 7000 metros quadrados, que numa divisão simples por 22 jogadores daria a cada um deles algo em torno de 320 metros quadrados de área para ser “coberta”.
Com todo esse cenário, podemos concordar que os atletas não conseguirão ocupar de forma muito eficiente o espaço designado. Para isso, é necessário que a equipe encontre formas de diminuir essa área através de manobras coletivas.
Figura 1 – Ponte (branco) e Palmeiras (verde) encurtando o campo
Nessa situação de ataque da equipe da Ponte Preta, todos os atletas estão dispostos numa área menor que meio campo. O time da Ponte adiantou-se e em resposta a esse movimento, o Palmeiras aproximou suas linhas de defesa, meio e ataque. Conseqüentemente, as coberturas defensivas ficam mais facilitadas pela proximidade dos atletas de marcação.Toda medida de área leva em consideração os fatores largura e comprimento, por isso a unidade de medida é o metro quadrado. Como a compactação de uma equipe acontece dentro de uma determinada área, deve respeitar dois fatores também: largura e profundidade (seria o equivalente ao comprimento).
Voltando a figura, podemos reparar que a equipe do Palmeiras considerou ambos, ou seja, não somente encurtou a distância entre os setores, como também estreitou-se em relação às laterais do campo. Observe o lateral direito muito próximo a uma faixa central do campo.
A compactação objetiva diminuir o espaço de jogo da equipe que ataca, com movimentos coletivos coordenados que na maioria das vezes utiliza-se da linha de impedimento para tal.
Leandro Zago
TÁCTICA: DEFESA MISTA
Defesa “com sobra” e o posicionamento do goleiro
Muito comum nas equipes que jogam com marcação mista é definir um de seus zagueiros para jogar “na sobra”, ou seja, este não acompanha nenhum atleta do adversário, mas é responsável por realizar as coberturas necessárias na linha de defesa. Em algumas equipes esse jogador é fixo, em outras ele é definido a cada jogada dependendo do posicionamento dos atacantes adversários.
Além da realização das coberturas, este jogador também cria uma superioridade numérica garantindo a presença de um defensor a mais nos ataques ou contra-ataques adversários. Olhando para a figura abaixo, podemos reparar que a forma como essa equipe posicionou o homem da sobra não criou uma superioridade numérica de 3 X 2, mas de 1+3 X 2, afinal o goleiro é parte integrante da equipe e deve participar ativamente de toda a estrutura tática.
Figura 1 – Posicionamento da defesa (verde) durante uma seqüência ofensiva
Vamos discutir alguns pontos apresentados na figura:
- há muito espaço entre a defesa e o restante da equipe, visto que não vemos nenhum outro atleta de verde até a linha média. Com isso a compactação da equipe fica prejudicada.
- o zagueiro central está sobrando em linha e o goleiro muito próximo a sua meta. Essa superioridade de 1+3 X 2 gera uma inferioridade no ataque de 7 X 8+1.
- os dois zagueiros que estão marcando os atacantes adotaram estratégias diferentes. Enquanto o zagueiro do lado direito optou por marcar de uma forma mais zonal, “por dentro”, priorizando o controle do espaço, o zagueiro do lado esquerdo buscou a marcação individual, anulando o adversário em detrimento do espaço. A falta de um padrão muito bem definido gera falhas em momentos onde as decisões devem ser coletivas.
Como solução, poderíamos adiantar o zagueiro “da sobra” de forma que formasse um triângulo com o vértice apontado para frente em relação com os outros dois. O goleiro também se adiantaria até a “meia lua” da área empurrando esse triângulo de zagueiros mais à frente. Assim, aumentaríamos um jogador por trás da seqüência ofensiva (conseqüentemente melhoraríamos a ocupação espacial em campo adversário), manteríamos a “sobra” com o goleiro e posicionaríamos os dois zagueiros “por dentro” em relação aos atacantes, para que, em caso de um longo lançamento no contra-ataque vá para zonas laterais e a defesa se reorganize.
Leandro Zago
Muito comum nas equipes que jogam com marcação mista é definir um de seus zagueiros para jogar “na sobra”, ou seja, este não acompanha nenhum atleta do adversário, mas é responsável por realizar as coberturas necessárias na linha de defesa. Em algumas equipes esse jogador é fixo, em outras ele é definido a cada jogada dependendo do posicionamento dos atacantes adversários.
Além da realização das coberturas, este jogador também cria uma superioridade numérica garantindo a presença de um defensor a mais nos ataques ou contra-ataques adversários. Olhando para a figura abaixo, podemos reparar que a forma como essa equipe posicionou o homem da sobra não criou uma superioridade numérica de 3 X 2, mas de 1+3 X 2, afinal o goleiro é parte integrante da equipe e deve participar ativamente de toda a estrutura tática.
Figura 1 – Posicionamento da defesa (verde) durante uma seqüência ofensivaVamos discutir alguns pontos apresentados na figura:
- há muito espaço entre a defesa e o restante da equipe, visto que não vemos nenhum outro atleta de verde até a linha média. Com isso a compactação da equipe fica prejudicada.
- o zagueiro central está sobrando em linha e o goleiro muito próximo a sua meta. Essa superioridade de 1+3 X 2 gera uma inferioridade no ataque de 7 X 8+1.
- os dois zagueiros que estão marcando os atacantes adotaram estratégias diferentes. Enquanto o zagueiro do lado direito optou por marcar de uma forma mais zonal, “por dentro”, priorizando o controle do espaço, o zagueiro do lado esquerdo buscou a marcação individual, anulando o adversário em detrimento do espaço. A falta de um padrão muito bem definido gera falhas em momentos onde as decisões devem ser coletivas.
Como solução, poderíamos adiantar o zagueiro “da sobra” de forma que formasse um triângulo com o vértice apontado para frente em relação com os outros dois. O goleiro também se adiantaria até a “meia lua” da área empurrando esse triângulo de zagueiros mais à frente. Assim, aumentaríamos um jogador por trás da seqüência ofensiva (conseqüentemente melhoraríamos a ocupação espacial em campo adversário), manteríamos a “sobra” com o goleiro e posicionaríamos os dois zagueiros “por dentro” em relação aos atacantes, para que, em caso de um longo lançamento no contra-ataque vá para zonas laterais e a defesa se reorganize.
Leandro Zago
TÁCTICA: O SCOUT
O Scout no futebol
Pela competitividade e equilíbrio que caracteriza o futebol atualmente, o técnico deve sempre buscar diferenciais que agreguem positivamente ao seu trabalho, transformando-os em resultados. Scout é uma palavra da língua inglesa que traduzida para o português significa explorador. E esse é o principal objetivo de um trabalho de Scout, explorar todas as possibilidades das equipes analisadas, encontrando pontos fortes e fracos nas mesmas.
Para montarmos um modelo de Scout devemos levar em conta três dimensões básicas:
- temporal: refere-se aos períodos de ocorrências dos eventos no jogo, tempo de realização das ações, tempo de posse bola, enfim, tudo que possa ser caracterizado em função do tempo;
- espacial: relacionar os eventos às regiões do campo, posicionamento das equipes com e sem bola, ou seja, todas as ações que possam ser relacionadas com o espaço de jogo;
- tarefa: tipo de ação ou fundamento realizado em determinada jogada, quantificando e qualificando os eventos ocorridos, caracterizando-os.
Devemos considerar também os padrões coletivos e a proposta de jogo da equipe analisada para podermos contextualizar os dados e compreendê-los de uma forma global.
O Scout também pode ser realizado de forma longitudinal (quando o realizamos analisando nossa própria equipe ao longo de uma seqüência de jogos numa temporada, por exemplo) ou transversal (quando é feita a análise do nosso próximo adversário baseado em um jogo). Temos que nos atentar para isso, pois são dois tipos de análises diferentes que possuem seus prós e contras.
Vejamos duas situações distintas para ilustrar os pontos contras:
- análise longitudinal: caso eu me baseie pela boa média de desarmes da minha equipe por partida, posso não reparar que ela diminuiu sua capacidade de desarme nos últimos cinco jogos;
- análise transversal: no jogo em que analiso meu adversário, não necessariamente ele realizará todos os movimentos coletivos que está habituado, ou então, jogará de acordo com aquele adversário do dia.
O trabalho de Scout é de grande valia para o treinador, mas este não pode se deixar enganar pelos números, e para isso devem estar montados de acordo com as necessidades e com a capacidade de intervenção dele no aspecto tático da equipe.
Leandro Zago
Pela competitividade e equilíbrio que caracteriza o futebol atualmente, o técnico deve sempre buscar diferenciais que agreguem positivamente ao seu trabalho, transformando-os em resultados. Scout é uma palavra da língua inglesa que traduzida para o português significa explorador. E esse é o principal objetivo de um trabalho de Scout, explorar todas as possibilidades das equipes analisadas, encontrando pontos fortes e fracos nas mesmas.
Para montarmos um modelo de Scout devemos levar em conta três dimensões básicas:
- temporal: refere-se aos períodos de ocorrências dos eventos no jogo, tempo de realização das ações, tempo de posse bola, enfim, tudo que possa ser caracterizado em função do tempo;
- espacial: relacionar os eventos às regiões do campo, posicionamento das equipes com e sem bola, ou seja, todas as ações que possam ser relacionadas com o espaço de jogo;
- tarefa: tipo de ação ou fundamento realizado em determinada jogada, quantificando e qualificando os eventos ocorridos, caracterizando-os.
Devemos considerar também os padrões coletivos e a proposta de jogo da equipe analisada para podermos contextualizar os dados e compreendê-los de uma forma global.
O Scout também pode ser realizado de forma longitudinal (quando o realizamos analisando nossa própria equipe ao longo de uma seqüência de jogos numa temporada, por exemplo) ou transversal (quando é feita a análise do nosso próximo adversário baseado em um jogo). Temos que nos atentar para isso, pois são dois tipos de análises diferentes que possuem seus prós e contras.
Vejamos duas situações distintas para ilustrar os pontos contras:
- análise longitudinal: caso eu me baseie pela boa média de desarmes da minha equipe por partida, posso não reparar que ela diminuiu sua capacidade de desarme nos últimos cinco jogos;
- análise transversal: no jogo em que analiso meu adversário, não necessariamente ele realizará todos os movimentos coletivos que está habituado, ou então, jogará de acordo com aquele adversário do dia.
O trabalho de Scout é de grande valia para o treinador, mas este não pode se deixar enganar pelos números, e para isso devem estar montados de acordo com as necessidades e com a capacidade de intervenção dele no aspecto tático da equipe.
Leandro Zago
TÁCTICA: MARCAÇÃO INDIVIDUAL, À ZONA, MISTA
Marcação individual, por zona, mista e híbrida
Afinal, qual delas é melhor? Será que existe a melhor? Entrar em consenso sobre o tema parece ser algo ainda muito distante, visto que, é mais do que um debate sobre o jogo, é um debate que envolve questões culturais. Quando buscamos uma compreensão do futebol sob a perspectiva da complexidade devemos nos apropriar de todas as áreas de conhecimento relacionadas ao ser humano. Ou não?
Vejamos, nos campeonatos nacionais do Brasil e de Portugal grande parte das equipes joga utilizando marcação mista com marcações individuais em alguns casos dependendo da qualidade do adversário. Em Portugal costumam chamar isso de “jogo de pares”, onde cada jogador marca o adversário que jogar em sua região (não podemos confundir com zona) e um sobra, com as duas equipes buscando o encaixe e anulação do jogo do rival. Muito próximo do que vemos nas equipes brasileiras.
Em contrapartida, na Inglaterra, Itália e Espanha, por exemplo, as grandes equipes jogam marcando por zona, com variações nas plataformas de jogo de acordo com a proposta de determinada partida.
A marcação híbrida, caracterizada pela presença das outras três, dentro de um mesmo modelo de jogo, de forma padronizada, exige um nível de coordenação muito alto, portanto poucas equipes se dispõe a utilizá-la. Caso não esteja bem incorporada pelos atletas gera um estado de confusão nas trocas constantes. O Manchester United da temporada 2006/2007 utilizou-a em alguns jogos.
Por que tantas variações na forma de marcar? Porque cada uma tem os seus prós e contras em cada situação do jogo.
O conhecimento do treinador sobre o jogo fará toda a diferença na hora de optar por essa ou aquela. Se propuser a marcação individual, sua prioridade é anular o adversário, jogar em função deste. Caso escolha marcar por zona, o foco do treinador é na sua própria equipe primeiramente, criar superioridade numérica em várias regiões do campo e fechar zonas de risco principais.
Voltando ao início desse texto, a pergunta: descobrimos a melhor?
Para o leitor pensar sobre o assunto, analise os casos abaixo baseado na forma de marcação das equipes:
- São Paulo (mista) e Internacional (mista / individual) campeões do mundo contra Liverpool (zona) e Barcelona (zona) respectivamente;
- Boca (zona) campeão da Libertadores algumas vez contra equipes brasileiras (mista);
- Internacional (mista) campeão do Torneio de Dubai contra a Internazionale de Milão (zona) e
- França (zona) elimina Brasil (mista) da Copa de 2006.
Já decidiu?
Leandro Zago
Afinal, qual delas é melhor? Será que existe a melhor? Entrar em consenso sobre o tema parece ser algo ainda muito distante, visto que, é mais do que um debate sobre o jogo, é um debate que envolve questões culturais. Quando buscamos uma compreensão do futebol sob a perspectiva da complexidade devemos nos apropriar de todas as áreas de conhecimento relacionadas ao ser humano. Ou não?
Vejamos, nos campeonatos nacionais do Brasil e de Portugal grande parte das equipes joga utilizando marcação mista com marcações individuais em alguns casos dependendo da qualidade do adversário. Em Portugal costumam chamar isso de “jogo de pares”, onde cada jogador marca o adversário que jogar em sua região (não podemos confundir com zona) e um sobra, com as duas equipes buscando o encaixe e anulação do jogo do rival. Muito próximo do que vemos nas equipes brasileiras.
Em contrapartida, na Inglaterra, Itália e Espanha, por exemplo, as grandes equipes jogam marcando por zona, com variações nas plataformas de jogo de acordo com a proposta de determinada partida.
A marcação híbrida, caracterizada pela presença das outras três, dentro de um mesmo modelo de jogo, de forma padronizada, exige um nível de coordenação muito alto, portanto poucas equipes se dispõe a utilizá-la. Caso não esteja bem incorporada pelos atletas gera um estado de confusão nas trocas constantes. O Manchester United da temporada 2006/2007 utilizou-a em alguns jogos.
Por que tantas variações na forma de marcar? Porque cada uma tem os seus prós e contras em cada situação do jogo.
O conhecimento do treinador sobre o jogo fará toda a diferença na hora de optar por essa ou aquela. Se propuser a marcação individual, sua prioridade é anular o adversário, jogar em função deste. Caso escolha marcar por zona, o foco do treinador é na sua própria equipe primeiramente, criar superioridade numérica em várias regiões do campo e fechar zonas de risco principais.
Voltando ao início desse texto, a pergunta: descobrimos a melhor?
Para o leitor pensar sobre o assunto, analise os casos abaixo baseado na forma de marcação das equipes:
- São Paulo (mista) e Internacional (mista / individual) campeões do mundo contra Liverpool (zona) e Barcelona (zona) respectivamente;
- Boca (zona) campeão da Libertadores algumas vez contra equipes brasileiras (mista);
- Internacional (mista) campeão do Torneio de Dubai contra a Internazionale de Milão (zona) e
- França (zona) elimina Brasil (mista) da Copa de 2006.
Já decidiu?
Leandro Zago
TÁCTICA: DEFENDER À ZONA?
O que é, afinal, defender (jogar) por zona?
Vemos claramente no futebol mundial atual que as grandes equipes em sua maioria jogam marcando por zona seus adversários. Equipes com grandes jogadores que descobriram nessa forma de jogar um caminho para potencializar seus talentos e fazer do jogo coletivo sua identidade. Se esse fato realmente acontece, também é verdade que ainda existem treinadores que a ignoram e justificam-se apontando as limitações desse tipo de marcação.
Bauer (1994) caracterizou a “defesa por zona” assim: 1) a cada jogador é entregue um determinado espaço (zona), pelo qual será responsável durante toda a defesa, 2) quando a equipe perde a bola, cada jogador deve deslocar-se para trás, para a sua zona, 3) na sua zona, o jogador deve marcar diretamente qualquer adversário que nela entre, com ou sem bola, 4) se o adversário muda para outra zona, passará automaticamente a ser da responsabilidade de outro defesa, 5) todos os jogadores da equipe devem deslocar-se em direção à bola e, 6) o portador da bola deverá ser atacado por dois ou mais jogadores por vez.
Essa definição do referido autor, apesar de considerar algumas características da defesa por zona, aproxima-se mais de uma marcação mista, onde cada jogador marca o adversário que estiver na sua zona. E também apresenta algumas incoerências, pois, como vou garantir que a marcação será duplicada sobre o portador da bola se meus jogadores tem como referência a movimentação adversária? Tudo bem, será dentro de sua zona de atuação, mas isso já será suficiente para impedir uma eficiência do sistema de coberturas.
E por falar em referência, aí reside uma brutal distância entre marcar por zona e as outras formas de marcação que visam o encaixe no adversário. A grande referência da defesa por zona são os espaços e fechar como equipe os espaços mais valiosos. Mas onde são os espaços mais valiosos? Aqueles próximos ao local em que a bola se encontra naquele exato momento e que varia constantemente, tornando a gestão coletiva do espaço e do tempo fundamentais. Se a gestão é coletiva, minha equipe deve atuar como um bloco coeso, fechando linhas de passe em progressão, que flutua dependente da circulação de bola do adversário, gerando pressão espaço-temporal no portador da bola da equipe adversária através da ocupação racional dos espaços. Assim obteremos superioridade numérica, pois vejam, que em nenhum momento a movimentação do adversário interferiu no sistema de coberturas que se sucedem a cada variação de ação tática-técnica de ambas equipes.
Melhor que “defender por zona” é falarmos em “jogar por zona” porque expressa com mais clareza o real significado dos objetivos implícitos nessa filosofia. Quando jogo marcando dessa forma, a recuperação da bola deve ocorrer de forma coletiva com total relação com o momento ofensivo. Aliás, dividir o momento “sem bola” do momento “com bola” e ignorar suas respectivas transições é um perigo tão grande como não considerarmos o “jogo por zona” das equipes bem sucedidas do futebol mundial. Ou, talvez, os perigos não sejam maiores um do que o outro, mas o mesmo.
- Referência Bibliográfica
BAUER, G. (1994). Fútbol. Entrenamiento de la técnica, la táctica y la condición física. Editorial Hispano Européia. Barcelona.
Leandro Zago
Vemos claramente no futebol mundial atual que as grandes equipes em sua maioria jogam marcando por zona seus adversários. Equipes com grandes jogadores que descobriram nessa forma de jogar um caminho para potencializar seus talentos e fazer do jogo coletivo sua identidade. Se esse fato realmente acontece, também é verdade que ainda existem treinadores que a ignoram e justificam-se apontando as limitações desse tipo de marcação.
Bauer (1994) caracterizou a “defesa por zona” assim: 1) a cada jogador é entregue um determinado espaço (zona), pelo qual será responsável durante toda a defesa, 2) quando a equipe perde a bola, cada jogador deve deslocar-se para trás, para a sua zona, 3) na sua zona, o jogador deve marcar diretamente qualquer adversário que nela entre, com ou sem bola, 4) se o adversário muda para outra zona, passará automaticamente a ser da responsabilidade de outro defesa, 5) todos os jogadores da equipe devem deslocar-se em direção à bola e, 6) o portador da bola deverá ser atacado por dois ou mais jogadores por vez.
Essa definição do referido autor, apesar de considerar algumas características da defesa por zona, aproxima-se mais de uma marcação mista, onde cada jogador marca o adversário que estiver na sua zona. E também apresenta algumas incoerências, pois, como vou garantir que a marcação será duplicada sobre o portador da bola se meus jogadores tem como referência a movimentação adversária? Tudo bem, será dentro de sua zona de atuação, mas isso já será suficiente para impedir uma eficiência do sistema de coberturas.
E por falar em referência, aí reside uma brutal distância entre marcar por zona e as outras formas de marcação que visam o encaixe no adversário. A grande referência da defesa por zona são os espaços e fechar como equipe os espaços mais valiosos. Mas onde são os espaços mais valiosos? Aqueles próximos ao local em que a bola se encontra naquele exato momento e que varia constantemente, tornando a gestão coletiva do espaço e do tempo fundamentais. Se a gestão é coletiva, minha equipe deve atuar como um bloco coeso, fechando linhas de passe em progressão, que flutua dependente da circulação de bola do adversário, gerando pressão espaço-temporal no portador da bola da equipe adversária através da ocupação racional dos espaços. Assim obteremos superioridade numérica, pois vejam, que em nenhum momento a movimentação do adversário interferiu no sistema de coberturas que se sucedem a cada variação de ação tática-técnica de ambas equipes.
Melhor que “defender por zona” é falarmos em “jogar por zona” porque expressa com mais clareza o real significado dos objetivos implícitos nessa filosofia. Quando jogo marcando dessa forma, a recuperação da bola deve ocorrer de forma coletiva com total relação com o momento ofensivo. Aliás, dividir o momento “sem bola” do momento “com bola” e ignorar suas respectivas transições é um perigo tão grande como não considerarmos o “jogo por zona” das equipes bem sucedidas do futebol mundial. Ou, talvez, os perigos não sejam maiores um do que o outro, mas o mesmo.
- Referência Bibliográfica
BAUER, G. (1994). Fútbol. Entrenamiento de la técnica, la táctica y la condición física. Editorial Hispano Européia. Barcelona.
Leandro Zago
TÁCTICA: MARCAÇÃO?
Uma visão limitada da marcação
É muito comum ouvirmos os treinadores falarem em sistemas de marcação, ou como a equipe deve anular o oponente, e que em determinada partida ele optará por tal sistema de jogo por considerá-lo mais eficiente para marcar adversário e garantir um resultado. E a questão que aparece nesse momento é se todos eles estão perspectivando a marcação com os mesmos princípios. Muito normal um treinador de terceira divisão vê-la de forma diferente de um de primeira divisão, é uma questão de nível de elaboração quanto à proposta de jogo. Também devem apresentar diferenças um treinador que adota marcação mista e um outro que prefira marcar por zona, já que ambas possuem na sua essência diferentes referenciais. Alguns autores escreveram sobre o tema.
Lópes Ramos (1995) diz que a marcação é uma ação tática dos jogadores da equipe que está sem a bola realizam sobre seus adversários, evitando o contato desses com a bola ou de o fazer nas piores condições possíveis. É realizada sobre todos os adversários com ações diferentes sobre o portador da bola, sempre com o marcador entre o adversário e a própria baliza, orientado em relação ao seu par. A marcação deve ser tanto mais forte quanto mais próxima ao gol defendido. Pacheco (2001) define marcação como uma ação tática em que os defensores aproximam dos atacantes, colocando-se entre eles, a bola e o gol defendido, impedindo a progressão, o passe e a finalização, buscando a recuperação da bola.
Reparem que essa duas definições para marcação colocam o adversário como referência primária para a marcação. O objetivo principal (e provavelmente único) é evitar qualquer ação do mesmo. E mostra-se como único porque não apresenta nenhuma relação com a forma de jogar da equipe que está marcando, que apenas quer impedir o jogo do outro time. Não apresenta porque todas as ações citadas pelos referidos autores são individuais. O time marcador corre atrás do time que joga, deixando de impor sua própria forma de jogar, desprezando uma ocupação espacial racional. Considera a marcação com um momento estanque, dissociado dos quatro grandes momentos do jogo (sem bola, transição defesa-ataque, com bola, transição ataque-defesa).
Quando “Lópes Ramos” escreve “a marcação deve ser tanto mais forte quanto mais próxima ao gol defendido” essa proposta torna-se ainda mais limitada, pois desconsidera a possibilidade de se realizar pressão sobre o adversário em zonas mais adiantadas. Em nenhum momento o sistema de coberturas é colocado como uma possibilidade, afinal, os marcadores nunca saberão onde estarão seus companheiros de equipe que nesse momento estão na dependência do “seu par”.
Sob essa perspectiva, o jogo passa a ser visto de uma forma fragmentada onde suas partes não se relacionam nem se interagem. E, ao assistir uma partida de futebol em qualquer nível podemos constatar que os quatro momentos citados anteriormente ocorrem o tempo todo, em sucessão e com conseqüências um do outro. O treino deve considerar essa interação, porque querendo ou não o treinador, o jogo será construído dessa forma.
- Referências Bibliográficas
LÓPEZ RAMOS, A. (1995). El marcaje: Fundamentos y trabajo práctico. Fútbol: Cadernos Técnicos, Nº 1, abril de 1995. 3-14.
PACHECO, R. (2001). O Ensino do Futebol de 7 – Um jogo de iniciação ao futebol de 11. Edição do autor.
Leandro Zago
É muito comum ouvirmos os treinadores falarem em sistemas de marcação, ou como a equipe deve anular o oponente, e que em determinada partida ele optará por tal sistema de jogo por considerá-lo mais eficiente para marcar adversário e garantir um resultado. E a questão que aparece nesse momento é se todos eles estão perspectivando a marcação com os mesmos princípios. Muito normal um treinador de terceira divisão vê-la de forma diferente de um de primeira divisão, é uma questão de nível de elaboração quanto à proposta de jogo. Também devem apresentar diferenças um treinador que adota marcação mista e um outro que prefira marcar por zona, já que ambas possuem na sua essência diferentes referenciais. Alguns autores escreveram sobre o tema.
Lópes Ramos (1995) diz que a marcação é uma ação tática dos jogadores da equipe que está sem a bola realizam sobre seus adversários, evitando o contato desses com a bola ou de o fazer nas piores condições possíveis. É realizada sobre todos os adversários com ações diferentes sobre o portador da bola, sempre com o marcador entre o adversário e a própria baliza, orientado em relação ao seu par. A marcação deve ser tanto mais forte quanto mais próxima ao gol defendido. Pacheco (2001) define marcação como uma ação tática em que os defensores aproximam dos atacantes, colocando-se entre eles, a bola e o gol defendido, impedindo a progressão, o passe e a finalização, buscando a recuperação da bola.
Reparem que essa duas definições para marcação colocam o adversário como referência primária para a marcação. O objetivo principal (e provavelmente único) é evitar qualquer ação do mesmo. E mostra-se como único porque não apresenta nenhuma relação com a forma de jogar da equipe que está marcando, que apenas quer impedir o jogo do outro time. Não apresenta porque todas as ações citadas pelos referidos autores são individuais. O time marcador corre atrás do time que joga, deixando de impor sua própria forma de jogar, desprezando uma ocupação espacial racional. Considera a marcação com um momento estanque, dissociado dos quatro grandes momentos do jogo (sem bola, transição defesa-ataque, com bola, transição ataque-defesa).
Quando “Lópes Ramos” escreve “a marcação deve ser tanto mais forte quanto mais próxima ao gol defendido” essa proposta torna-se ainda mais limitada, pois desconsidera a possibilidade de se realizar pressão sobre o adversário em zonas mais adiantadas. Em nenhum momento o sistema de coberturas é colocado como uma possibilidade, afinal, os marcadores nunca saberão onde estarão seus companheiros de equipe que nesse momento estão na dependência do “seu par”.
Sob essa perspectiva, o jogo passa a ser visto de uma forma fragmentada onde suas partes não se relacionam nem se interagem. E, ao assistir uma partida de futebol em qualquer nível podemos constatar que os quatro momentos citados anteriormente ocorrem o tempo todo, em sucessão e com conseqüências um do outro. O treino deve considerar essa interação, porque querendo ou não o treinador, o jogo será construído dessa forma.
- Referências Bibliográficas
LÓPEZ RAMOS, A. (1995). El marcaje: Fundamentos y trabajo práctico. Fútbol: Cadernos Técnicos, Nº 1, abril de 1995. 3-14.
PACHECO, R. (2001). O Ensino do Futebol de 7 – Um jogo de iniciação ao futebol de 11. Edição do autor.
Leandro Zago
TÁCTICA: O QUÊ? COM? TREINO?
O “o quê?”, o “como”, o “treino” e a “táctica”
A estrutura básica de uma comissão técnica de uma equipe profissional vem se tornando cada vez mais numerosa pelas novas necessidades do futebol. Nos atendo apenas aos profissionais que estão envolvidos no “trabalho de campo” diretamente temos:
- Treinador
- Auxiliar Técnico
- Preparador Físico
- Auxiliar de preparação física (não em todos os casos)
- Treinador de goleiro
Olhando para a relação acima, na atual realidade do futebol, os únicos que chegam no esporte pelo caminho acadêmico são o preparador físico e seu auxiliar. Os outros cargos normalmente são ocupados por ex-jogadores. E essa configuração talvez explique a aplicação dos grandes avanços obtidos em áreas como a fisiologia e bioquímica do exercício, a biomecânica entre outras. Não que estejamos no nível ideal, mas no caminho para ele. Ainda dentro de uma visão fragmentada e fragmentadora do conhecimento, cabe ao treinador e seu auxiliar deter informações relacionadas à tática (e não a “dominante” tática integrada com outros aspectos) e os meios para que sua equipe a assimile e automatize alguns padrões.
Por ter toda uma carreira geralmente construída na base experiência e no modelo jogador-executor, o ex-jogador e agora treinador precisa criar alguns hábitos que se fazem importantes nesse novo período de sua vida. Um deles é estudar sobre os temas que cercam sua nova profissão para que se torne um profissional capaz de adquirir novos conceitos, repensar a prática atual aplicada e construir novos conhecimentos.
Pensando no trabalho do dia a dia, fica mais explícita ainda essa necessidade, pelos desafios que vão surgindo. Imaginemos uma situação problema: a equipe A não realiza contra-ataques com freqüência mesmo em jogos com possibilidade para isso. O que fazer? Como trabalhar isso no treino? Abaixo seguem as soluções de determinados treinadores:
- o treinador 1 passou essa sua impressão aos jogadores na reapresentação após o jogo e cobrou que eles realizassem saídas em velocidade no coletivo sempre que recuperavam a bola. Gritava com os atletas quando não ocorria o que foi pedido;
- o treinador 2 , respaldado por um scout quantitativo, apresentou uma resposta parecida com o treinador 1, mas pediu ao seu preparador físico que aumentasse a carga de trabalho de aceleração e força explosiva como complemento;
- o treinador 3 identificou através de um scout qualitativo que assim que roubava a bola sua equipe perdia rapidamente por problemas no jogo posicional e demora na transição ofensiva, mostrando aos seu jogadores o problema através de vídeos editados e debatendo as possíveis soluções em uma reunião e;
- o treinador 4 realizou todo o processo do treinador 3, mas embasou a busca de soluções no trabalho de campo, com atividades que apresentavam as situações problema do jogo em uma densidade alta para que as respostas que fossem surgindo aumentassem as possibilidades de soluções da sua equipe. Nas atividades, por arrasto, as capacidades físicas eram treinadas num contexto motivante de novas descobertas e a capacidade técnica de cada atleta era uma ferramenta para se atingir determinados objetivos.
Para que o treinador possa aumentar as possibilidades de resposta dos seus atletas é imprescindível que ele aumente as próprias primeiro, dominando áreas do comportamento humano e da pedagogia do esporte. Essa flexibilidade dará a ele (treinador) uma gama maior de soluções para os eventos que se sucedem, adaptando-se melhor as diferenças comportamentais dos seus jogadores, da sua comissão, enfim, de todos os envolvidos no processo. Simultaneamente à escolha de ser treinador, escolhe-se ser cientista, psicólogo, pedagogo, filósofo e acrescente o que mais julgar necessário para o cargo. O futebol precisa mais de profissionais do que de técnicos, que apenas reproduzem procedimentos. E se você tem a intenção de se tornar um treinador, e realmente gosta de futebol já sabe como pode colaborar, e muito, com ele.
Leandro Zago
A estrutura básica de uma comissão técnica de uma equipe profissional vem se tornando cada vez mais numerosa pelas novas necessidades do futebol. Nos atendo apenas aos profissionais que estão envolvidos no “trabalho de campo” diretamente temos:
- Treinador
- Auxiliar Técnico
- Preparador Físico
- Auxiliar de preparação física (não em todos os casos)
- Treinador de goleiro
Olhando para a relação acima, na atual realidade do futebol, os únicos que chegam no esporte pelo caminho acadêmico são o preparador físico e seu auxiliar. Os outros cargos normalmente são ocupados por ex-jogadores. E essa configuração talvez explique a aplicação dos grandes avanços obtidos em áreas como a fisiologia e bioquímica do exercício, a biomecânica entre outras. Não que estejamos no nível ideal, mas no caminho para ele. Ainda dentro de uma visão fragmentada e fragmentadora do conhecimento, cabe ao treinador e seu auxiliar deter informações relacionadas à tática (e não a “dominante” tática integrada com outros aspectos) e os meios para que sua equipe a assimile e automatize alguns padrões.
Por ter toda uma carreira geralmente construída na base experiência e no modelo jogador-executor, o ex-jogador e agora treinador precisa criar alguns hábitos que se fazem importantes nesse novo período de sua vida. Um deles é estudar sobre os temas que cercam sua nova profissão para que se torne um profissional capaz de adquirir novos conceitos, repensar a prática atual aplicada e construir novos conhecimentos.
Pensando no trabalho do dia a dia, fica mais explícita ainda essa necessidade, pelos desafios que vão surgindo. Imaginemos uma situação problema: a equipe A não realiza contra-ataques com freqüência mesmo em jogos com possibilidade para isso. O que fazer? Como trabalhar isso no treino? Abaixo seguem as soluções de determinados treinadores:
- o treinador 1 passou essa sua impressão aos jogadores na reapresentação após o jogo e cobrou que eles realizassem saídas em velocidade no coletivo sempre que recuperavam a bola. Gritava com os atletas quando não ocorria o que foi pedido;
- o treinador 2 , respaldado por um scout quantitativo, apresentou uma resposta parecida com o treinador 1, mas pediu ao seu preparador físico que aumentasse a carga de trabalho de aceleração e força explosiva como complemento;
- o treinador 3 identificou através de um scout qualitativo que assim que roubava a bola sua equipe perdia rapidamente por problemas no jogo posicional e demora na transição ofensiva, mostrando aos seu jogadores o problema através de vídeos editados e debatendo as possíveis soluções em uma reunião e;
- o treinador 4 realizou todo o processo do treinador 3, mas embasou a busca de soluções no trabalho de campo, com atividades que apresentavam as situações problema do jogo em uma densidade alta para que as respostas que fossem surgindo aumentassem as possibilidades de soluções da sua equipe. Nas atividades, por arrasto, as capacidades físicas eram treinadas num contexto motivante de novas descobertas e a capacidade técnica de cada atleta era uma ferramenta para se atingir determinados objetivos.
Para que o treinador possa aumentar as possibilidades de resposta dos seus atletas é imprescindível que ele aumente as próprias primeiro, dominando áreas do comportamento humano e da pedagogia do esporte. Essa flexibilidade dará a ele (treinador) uma gama maior de soluções para os eventos que se sucedem, adaptando-se melhor as diferenças comportamentais dos seus jogadores, da sua comissão, enfim, de todos os envolvidos no processo. Simultaneamente à escolha de ser treinador, escolhe-se ser cientista, psicólogo, pedagogo, filósofo e acrescente o que mais julgar necessário para o cargo. O futebol precisa mais de profissionais do que de técnicos, que apenas reproduzem procedimentos. E se você tem a intenção de se tornar um treinador, e realmente gosta de futebol já sabe como pode colaborar, e muito, com ele.
Leandro Zago
EXERCÍCIO: POSSE DE BOLA 3-5-2
Treinando a posse de bola no 3-5-2 em dois momentos
Segue abaixo como o campo deve ser dividido:
Treinando a posse de bola no 3-5-2 em dois momentos
Metade esquerda do campo (ataque contra defesa)
- Execução: os alas partem da bandeirinha sendo um sem bola e outro com bola, de forma alternada, iniciando uma jogada de ataque com inferioridade numérica do ataque cujo objetivo é a busca do gol. Para o sistema defensivo o objetivo é roubar a bola e realizar um bom passe em qualquer uma das bandeirinhas.
- Número de jogadores envolvidos: mínimo 11 (onze) + goleiro / máximo 22 (vinte e dois) + 2 goleiros.
- Fatores a controlar: tempo de intervalo entre as execuções, tempo total de treino, intensidade de concentração dos atletas durante execução, muitas bolas ao redor para evitar paradas prolongadas na atividade.
- Variação:
- iniciar com a bola no meio;
- inserir um dos volantes para igualar numericamente;
- limitar o tempo de ataque ou de defesa;
- limitar o número de toques por atleta;
- colocar um número de passes mínimo antes de finalizar.
Metade direita do campo (saída de bola pelos lados direito e esquerdo)
- Execução: o zagueiro central busca a bola na bandeirinha e inicia a jogada com seu zagueiro pelo lado (direito ou esquerdo dependendo do lado da atividade), seu volante (direito ou esquerdo dependendo do lado da atividade) e seu ala objetivando realizar um passe entre as bandeirinhas que localizam-se na linha do meio de campo e sua respectiva linha lateral. A equipe que marca deve roubar a bola e realizar um cruzamento da região onde está colocado um arco.
- Número de jogadores envolvidos: mínimo 16 (dezesseis) / máximo 32 (trinta e dois).
- Fatores a controlar: tempo de intervalo entre as execuções, tempo total de treino, intensidade de concentração dos atletas durante execução, muitas bolas ao redor para evitar paradas prolongadas na atividade.
- Variação:
- limitar o tempo de ataque ou de defesa;
- limitar o número de toques por atleta;
- realizar um número mínimo de passes antes de se atingir a bandeirinha.
Leandro Zago
Segue abaixo como o campo deve ser dividido:
Treinando a posse de bola no 3-5-2 em dois momentosMetade esquerda do campo (ataque contra defesa)
- Execução: os alas partem da bandeirinha sendo um sem bola e outro com bola, de forma alternada, iniciando uma jogada de ataque com inferioridade numérica do ataque cujo objetivo é a busca do gol. Para o sistema defensivo o objetivo é roubar a bola e realizar um bom passe em qualquer uma das bandeirinhas.
- Número de jogadores envolvidos: mínimo 11 (onze) + goleiro / máximo 22 (vinte e dois) + 2 goleiros.
- Fatores a controlar: tempo de intervalo entre as execuções, tempo total de treino, intensidade de concentração dos atletas durante execução, muitas bolas ao redor para evitar paradas prolongadas na atividade.
- Variação:
- iniciar com a bola no meio;
- inserir um dos volantes para igualar numericamente;
- limitar o tempo de ataque ou de defesa;
- limitar o número de toques por atleta;
- colocar um número de passes mínimo antes de finalizar.
Metade direita do campo (saída de bola pelos lados direito e esquerdo)
- Execução: o zagueiro central busca a bola na bandeirinha e inicia a jogada com seu zagueiro pelo lado (direito ou esquerdo dependendo do lado da atividade), seu volante (direito ou esquerdo dependendo do lado da atividade) e seu ala objetivando realizar um passe entre as bandeirinhas que localizam-se na linha do meio de campo e sua respectiva linha lateral. A equipe que marca deve roubar a bola e realizar um cruzamento da região onde está colocado um arco.
- Número de jogadores envolvidos: mínimo 16 (dezesseis) / máximo 32 (trinta e dois).
- Fatores a controlar: tempo de intervalo entre as execuções, tempo total de treino, intensidade de concentração dos atletas durante execução, muitas bolas ao redor para evitar paradas prolongadas na atividade.
- Variação:
- limitar o tempo de ataque ou de defesa;
- limitar o número de toques por atleta;
- realizar um número mínimo de passes antes de se atingir a bandeirinha.
Leandro Zago
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EXERCÍCIO: JOGADAS DE LINHA DE FUNDO
Treinando jogadas de linha de fundo e finalização simultaneamente
É sempre importante, principalmente quando estamos com um grupo grande de atletas, criar atividades que atendam as necessidades da equipe e envolvam o máximo possível a todos para que o treino seja otimizado. Treinar com intensidade alta não permite uma duração grande no tempo do treinamento. Por isso os treinadores precisam de uma comissão técnica que confiem acompanhando os trabalhos de campo que muitas vezes ocorrem de forma paralela.
Na figura abaixo seguem dois trabalhos diferentes realizados simultaneamente no campo de jogo, vamos a eles:
Jogada de linha de fundo (esq.) + Finalização (dir.)
Metade esquerda do campo (jogada de linha de fundo)
- Execução: cada lateral, partindo com bola da bandeirinha alternadamente, parte para cima do seu respectivo marcador utilizando apenas o corredor lateral demarcado por cones e realiza o cruzamento quando atingir o fundo do campo. O atacante tem que se desmarcar para concluir a jogada.
- Número de jogadores envolvidos: mínimo 6 (seis) + goleiro / máximo 14 (catorze) + 2 goleiros.
- Fatores a controlar: tempo de intervalo entre as execuções e tempo total de treino.
- Variações:
- realizar 2 X 1, 2 X 2, etc. nas laterais;
- acrescentar atacantes e zagueiros;
- inserir o rebote defensivo e ofensivo.
Metade direita do campo (finalização)
- Execução: cada equipe formada por 3 jogadores + 1 goleiro deve buscar fazer o maior número de gols no tempo determinado (blocos de 4 minutos aproximadamente com intensidade alta), podendo se utilizar dos apoios nas laterais e linhas de fundo, sendo que estes não podem entrar no espaço de jogo.
- Número de jogadores envolvidos: mínimo 14 (catorze) + 2 goleiros / máximo 18 (dezoito) + 4 goleiros.
- Fatores a controlar: tempo de intervalo entre as execuções, tempo total de treino, intensidade de concentração dos atletas durante execução, muitas bolas ao redor para evitar paradas prolongadas na atividade.
- Variações:
- variar o número de atletas (4 X 4 por exemplo);
- variar o espaço de jogo;
- criar desigualdade numérica através de um jogador “coringa” que joga
com a equipe que tiver a posse de bola;
- definir zonas específicas para finalização;
- pontuar diferente de acordo com a distância / dificuldade.
Leandro Zago
É sempre importante, principalmente quando estamos com um grupo grande de atletas, criar atividades que atendam as necessidades da equipe e envolvam o máximo possível a todos para que o treino seja otimizado. Treinar com intensidade alta não permite uma duração grande no tempo do treinamento. Por isso os treinadores precisam de uma comissão técnica que confiem acompanhando os trabalhos de campo que muitas vezes ocorrem de forma paralela.
Na figura abaixo seguem dois trabalhos diferentes realizados simultaneamente no campo de jogo, vamos a eles:
Jogada de linha de fundo (esq.) + Finalização (dir.) Metade esquerda do campo (jogada de linha de fundo)
- Execução: cada lateral, partindo com bola da bandeirinha alternadamente, parte para cima do seu respectivo marcador utilizando apenas o corredor lateral demarcado por cones e realiza o cruzamento quando atingir o fundo do campo. O atacante tem que se desmarcar para concluir a jogada.
- Número de jogadores envolvidos: mínimo 6 (seis) + goleiro / máximo 14 (catorze) + 2 goleiros.
- Fatores a controlar: tempo de intervalo entre as execuções e tempo total de treino.
- Variações:
- realizar 2 X 1, 2 X 2, etc. nas laterais;
- acrescentar atacantes e zagueiros;
- inserir o rebote defensivo e ofensivo.
Metade direita do campo (finalização)
- Execução: cada equipe formada por 3 jogadores + 1 goleiro deve buscar fazer o maior número de gols no tempo determinado (blocos de 4 minutos aproximadamente com intensidade alta), podendo se utilizar dos apoios nas laterais e linhas de fundo, sendo que estes não podem entrar no espaço de jogo.
- Número de jogadores envolvidos: mínimo 14 (catorze) + 2 goleiros / máximo 18 (dezoito) + 4 goleiros.
- Fatores a controlar: tempo de intervalo entre as execuções, tempo total de treino, intensidade de concentração dos atletas durante execução, muitas bolas ao redor para evitar paradas prolongadas na atividade.
- Variações:
- variar o número de atletas (4 X 4 por exemplo);
- variar o espaço de jogo;
- criar desigualdade numérica através de um jogador “coringa” que joga
com a equipe que tiver a posse de bola;
- definir zonas específicas para finalização;
- pontuar diferente de acordo com a distância / dificuldade.
Leandro Zago
EXERCÍCIO:MOVIMENTAÇÕES OFENSIVAS COM IMPEDIMENTO
Treinando movimentações ofensivas e linha defensiva com impedimento
Começaremos com movimentações mais simples, mas com base sempre na idéia de jogo do treinador. Abaixo vemos uma movimentação 3 x 2, onde a defesa (azul) não pode sair do corredor de cones procurando manter a linha de impedimento dando proteção ao gol. O ataque (laranja) tem por objetivo finalizar a gol. A jogada de ultrapassagem dos marcadores tem de ser em forma de passe, isto é, o atacante não pode ultrapassar o corredor de cones com uma condução de bola por exemplo. Ele precisa fazer um passe num ponto futuro de acordo com a movimentação dos atacantes.
Figura 1 – 3 X 2 com impedimento no campo ofensivo
Variações:
- Os zagueiros podem acompanhar o atacante depois que ele passa dos cones em direção ao gol.
- Os atacantes podem ultrapassar a linha de cones conduzindo a bola.
- Podem ser usados mais atacantes e mais zagueiros.
Começaremos com movimentações mais simples, mas com base sempre na idéia de jogo do treinador. Abaixo vemos uma movimentação 3 x 2, onde a defesa (azul) não pode sair do corredor de cones procurando manter a linha de impedimento dando proteção ao gol. O ataque (laranja) tem por objetivo finalizar a gol. A jogada de ultrapassagem dos marcadores tem de ser em forma de passe, isto é, o atacante não pode ultrapassar o corredor de cones com uma condução de bola por exemplo. Ele precisa fazer um passe num ponto futuro de acordo com a movimentação dos atacantes.
Figura 1 – 3 X 2 com impedimento no campo ofensivo Variações:
- Os zagueiros podem acompanhar o atacante depois que ele passa dos cones em direção ao gol.
- Os atacantes podem ultrapassar a linha de cones conduzindo a bola.
- Podem ser usados mais atacantes e mais zagueiros.
EXERCÍCIO: CRUZAMENTOS
Treinando finalizações a gol após cruzamento
Duas equipes (6 x 6 por exemplo), dispostas em meio campo jogam uma contra a outra valendo-se da regra que só será permitido finalizações a gol após cruzamento dos laterais do seu time, que estão dispostos na metade ofensiva do meio campo, e que a principio não sofrem marcação, como vemos na figura 1.
Figura 1 – 6 x 6 com finalização após cruzamento dos laterais
O cruzamento pode ser pelo alto, meia altura ou rasteiro.
Atividade realizada em meio campo para potencializar as ações dos atletas envolvidos.
De acordo com a idéia tática do técnico pode-se dispor os 4 jogadores em forma de losango
Duas equipes (6 x 6 por exemplo), dispostas em meio campo jogam uma contra a outra valendo-se da regra que só será permitido finalizações a gol após cruzamento dos laterais do seu time, que estão dispostos na metade ofensiva do meio campo, e que a principio não sofrem marcação, como vemos na figura 1.
Figura 1 – 6 x 6 com finalização após cruzamento dos laterais O cruzamento pode ser pelo alto, meia altura ou rasteiro.
Atividade realizada em meio campo para potencializar as ações dos atletas envolvidos.
De acordo com a idéia tática do técnico pode-se dispor os 4 jogadores em forma de losango
(veja mais sobre “4-4-2 losango” nos sistemas de jogo ), como na figura 2.
Figura 2 – Treinando o meio campo do “4-4-2 losango” com apoio dos laterais
Objetivos:
- Exercício que visa aprimorar cruzamento e finalização de jogadas realizadas pelas laterais de campo, bem como, treinar a marcação em jogadas de cruzamento.
- Exercício que trabalha passe com movimentações que podem ser direcionadas pelo técnico.
Variações:
- Os laterais podem sofrer marcação
- Os laterais podem fazer uma condução e finalizar a gol
- Antes da bola ser passada para o lateral a equipe deve trocar 5 passes entre seus jogadores ou deve ser feita uma virada de jogo.
Fernando Rossini
Objetivos:
- Exercício que visa aprimorar cruzamento e finalização de jogadas realizadas pelas laterais de campo, bem como, treinar a marcação em jogadas de cruzamento.- Exercício que trabalha passe com movimentações que podem ser direcionadas pelo técnico.
Variações:
- Os laterais podem sofrer marcação
- Os laterais podem fazer uma condução e finalizar a gol
- Antes da bola ser passada para o lateral a equipe deve trocar 5 passes entre seus jogadores ou deve ser feita uma virada de jogo.
Fernando Rossini
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EXERCÍCIO: MOVIMENTAÇÕES OFENSIVAS
Movimentações ofensivas com a bola partindo dos volantes
O exercício começa com a dupla de volantes (nº 3 e nº 4 laranja) que trocam passes e acionam o atacante da outra metade do campo (nº 8 preto). O atacante nº 9 preto faz a marcação tentando evitar que isso aconteça. Após a bola ter chegado ao atacante 2 meias saem do meio campo (nº7 e nº8 azul) e formam uma movimentação 3 contra 2, como vemos na figura 1, com o objetivo de finalizar a gol.
Figura 1 – Movimentação 3 contra 2 com a bola saindo dos volantes.
Após a finalização a gol o goleiro sai jogando com
sua dupla de defensores que por sua vez tem o
objetivo de acionar o atacante da outra metade do
campo, onde outros dois jogadores saem do meio
campo e realizam novamente um ataque 3 contra
2, como veremos na figura 2.
Figura 2 – Nova movimentação de ataque 3 contra 2
O objetivo da defesa é roubar é bola e entrega-la ao atacante do lado contrário.
Indicação:
- Movimentação ofensiva visando o uso do atacante que faz o pivô ou meia que aproxima para receber a bola e realizar a movimentação ofensiva.
- Esse exercício deve ser realizado em meio campo com as linhas laterais no prolongamento da linha lateral da área.
Fernando Rossini
O exercício começa com a dupla de volantes (nº 3 e nº 4 laranja) que trocam passes e acionam o atacante da outra metade do campo (nº 8 preto). O atacante nº 9 preto faz a marcação tentando evitar que isso aconteça. Após a bola ter chegado ao atacante 2 meias saem do meio campo (nº7 e nº8 azul) e formam uma movimentação 3 contra 2, como vemos na figura 1, com o objetivo de finalizar a gol.
Figura 1 – Movimentação 3 contra 2 com a bola saindo dos volantes.Após a finalização a gol o goleiro sai jogando com
sua dupla de defensores que por sua vez tem o
objetivo de acionar o atacante da outra metade do
campo, onde outros dois jogadores saem do meio
campo e realizam novamente um ataque 3 contra
2, como veremos na figura 2.
Figura 2 – Nova movimentação de ataque 3 contra 2
O objetivo da defesa é roubar é bola e entrega-la ao atacante do lado contrário.Indicação:
- Movimentação ofensiva visando o uso do atacante que faz o pivô ou meia que aproxima para receber a bola e realizar a movimentação ofensiva.
- Esse exercício deve ser realizado em meio campo com as linhas laterais no prolongamento da linha lateral da área.
Fernando Rossini
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EXERCÍCIO: TRANSIÇÃO OFENSIVA E DEFENSIVA EM ALTA INTENSIDADE
Treinando as transições ofensivas e defensivas em alta intensidade
Em meio campo colocamos duas equipes de 4 a 8 jogadores e 1 goleiro de acordo com a idéia ou modelo de jogo do treinador, como na figura 1.
Figura 1 – Duas equipes em meio campo
treinando a transição ofensiva e defensiva
A bola sai do goleiro e a equipe que conseguir
levar ou passar com a bola pela linha do meio
campo (marcada com cones) é a equipe que ataca
e tentará marcar o gol, como vemos na figura 2.
Em meio campo colocamos duas equipes de 4 a 8 jogadores e 1 goleiro de acordo com a idéia ou modelo de jogo do treinador, como na figura 1.
Figura 1 – Duas equipes em meio campotreinando a transição ofensiva e defensiva
A bola sai do goleiro e a equipe que conseguir
levar ou passar com a bola pela linha do meio
campo (marcada com cones) é a equipe que ataca
e tentará marcar o gol, como vemos na figura 2.
Figura 2 – Equipe laranja realizará o ataque
Para atacar os jogadores do time laranja deverão se movimentar de forma ofensiva, realizando uma transição ofensiva, isto é, seus jogadores se posicionarão de forma diferente da que se encontram momentaneamente com o objetivo de conseguirem atacar com mais qualidade. A equipe azul automaticamente se posicionará defensivamente fazendo uma transição defensiva, isto é, passando de um posicionamento de ataque para um posicionamento defensivo organizado.
Repare na figura 3 que a equipe azul está posicionada numa linha de 4 defensores atrás da dupla de volantes, marcando por zona a equipe laranja que já se posicionou ofensivamente.
Para atacar os jogadores do time laranja deverão se movimentar de forma ofensiva, realizando uma transição ofensiva, isto é, seus jogadores se posicionarão de forma diferente da que se encontram momentaneamente com o objetivo de conseguirem atacar com mais qualidade. A equipe azul automaticamente se posicionará defensivamente fazendo uma transição defensiva, isto é, passando de um posicionamento de ataque para um posicionamento defensivo organizado.Repare na figura 3 que a equipe azul está posicionada numa linha de 4 defensores atrás da dupla de volantes, marcando por zona a equipe laranja que já se posicionou ofensivamente.
Figura 3 – Equipe laranja atacando e equipe azul
se defendendo organizadamente
Quando a equipe azul tomar ou recuperar a posse de bola em qualquer situação do jogo, deverá tentar levar a bola até o meio do campo, fazendo para isso, uma transição ofensiva em alta intensidade, tentando pegar a equipe laranja ainda desorganizada. Por outro lado, a equipe laranja, se perder a posse de bola, deverá fazer uma transição defensiva rapidamente, antes que a equipe azul se organize e finalize a gol, como vemos na figura 4.
se defendendo organizadamenteQuando a equipe azul tomar ou recuperar a posse de bola em qualquer situação do jogo, deverá tentar levar a bola até o meio do campo, fazendo para isso, uma transição ofensiva em alta intensidade, tentando pegar a equipe laranja ainda desorganizada. Por outro lado, a equipe laranja, se perder a posse de bola, deverá fazer uma transição defensiva rapidamente, antes que a equipe azul se organize e finalize a gol, como vemos na figura 4.
Figura 4 – Rápidas transições ofensivas e defensivas
Resumindo:
Sempre que uma das equipes tiver a posse de bola tentará passar com ela pelo meio campo para poder atacar e quando isso ocorrer à outra equipe se defenderá.
Objetivo Principal:
Transição ofensiva e defensiva em alta intensidade.
Variação:
Podemos variar o número de jogadores dependendo da idéia tática do treinador
As movimentações ofensivas e defensivas podem e devem ser treinadas pelo técnico.
Fernando Rossini
Resumindo:Sempre que uma das equipes tiver a posse de bola tentará passar com ela pelo meio campo para poder atacar e quando isso ocorrer à outra equipe se defenderá.
Objetivo Principal:
Transição ofensiva e defensiva em alta intensidade.
Variação:
Podemos variar o número de jogadores dependendo da idéia tática do treinador
As movimentações ofensivas e defensivas podem e devem ser treinadas pelo técnico.
Fernando Rossini
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EXERCÍCIO: TRANSIÇÃO OFENSIVA
Treinando a transição ofensiva apoiada
Figura 1 –Quatro apoios para facilitar a circulação da bola
Os 4 apoios facilitarão a troca de passes e a equipe ganhará mais qualidade nas transições ofensivas com posse de bola.
- Indicação:
Exercício indicado para equipes que tenham como princípio de jogo a transição defesa-ataque (ofensiva) com posse de bola.
Com este exercício vamos trabalhar a transição defesa-ataque de uma equipe através da circulação da bola por seus jogadores chegando ao campo adversário com a bola nos pés, sem se desgastar fisicamente e cadenciando o jogo.
Começaremos com um exercício mais simples aumentando em seguida o grau de dificuldade e complexidade.
- 1º exercício:
Duas equipes de 4 jogadores cada, dispostas em meio campo e 2 gols com goleiro. Neste meio campo existem 4 apoios nas linhas laterais do campo divididos por cones. Para uma das equipes poder finalizar a gol terá que trocar passes com os 4 apoios, um por vez, sem perder a posse de bola. Após a bola ter passado pelos 4 apoios a equipe pode finalizar a gol. Os apoios sempre devolvem a bola para a equipe que lhe passou a bola. Caso a bola saia pela linha lateral será cobrado um arremesso lateral, como veremos na figura 1.
Exercício indicado para equipes que tenham como princípio de jogo a transição defesa-ataque (ofensiva) com posse de bola.
Com este exercício vamos trabalhar a transição defesa-ataque de uma equipe através da circulação da bola por seus jogadores chegando ao campo adversário com a bola nos pés, sem se desgastar fisicamente e cadenciando o jogo.
Começaremos com um exercício mais simples aumentando em seguida o grau de dificuldade e complexidade.
- 1º exercício:
Duas equipes de 4 jogadores cada, dispostas em meio campo e 2 gols com goleiro. Neste meio campo existem 4 apoios nas linhas laterais do campo divididos por cones. Para uma das equipes poder finalizar a gol terá que trocar passes com os 4 apoios, um por vez, sem perder a posse de bola. Após a bola ter passado pelos 4 apoios a equipe pode finalizar a gol. Os apoios sempre devolvem a bola para a equipe que lhe passou a bola. Caso a bola saia pela linha lateral será cobrado um arremesso lateral, como veremos na figura 1.
Figura 1 –Quatro apoios para facilitar a circulação da bolaOs 4 apoios facilitarão a troca de passes e a equipe ganhará mais qualidade nas transições ofensivas com posse de bola.
- 2º exercício:
Exercício realizado no campo oficial delimitado por cones deixando-o mais estreito. A bola deve circular pelos 4 apoios para que possa ocorrer uma finalização a gol, como veremos na figura 2.
Exercício realizado no campo oficial delimitado por cones deixando-o mais estreito. A bola deve circular pelos 4 apoios para que possa ocorrer uma finalização a gol, como veremos na figura 2.
Figura 2 – Transição ofensiva com posse de bola e virada de jogo
Desta forma “forçaremos” a equipe que esta atacando a trabalhar bastante a posse de bola, bem como “viradas de jogo”.
Variação:
Podemos variar o número de jogadores para aumentar ou diminuir o grau de dificuldade técnica, tática ou física.
Podemos limitar o número de toques na bola ou passar a bola duas vezes por cada apoio
Podemos treinar movimentações de ataque ou sistematizar alguns posicionamentos de acordo com idéia de jogo do técnico.
Fernando Rossini
Desta forma “forçaremos” a equipe que esta atacando a trabalhar bastante a posse de bola, bem como “viradas de jogo”.
Variação:Podemos variar o número de jogadores para aumentar ou diminuir o grau de dificuldade técnica, tática ou física.
Podemos limitar o número de toques na bola ou passar a bola duas vezes por cada apoio
Podemos treinar movimentações de ataque ou sistematizar alguns posicionamentos de acordo com idéia de jogo do técnico.
Fernando Rossini
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TRANSIÇÃO OFENSIVA,
TREINOS,
TÁCTICA
EXERCICIO: TRANSIÇÃO OFENSIVA
Treinando a transição ofensiva com ligação directa
Indicação:
Exercício indicado para equipes que tenham como princípio de jogo o contra ataque/ligação directa defesa-ataque, através de lançamentos.
Duas equipes disposta num campo oficial 8 contra 8. Nas linhas laterais do campo se encontram 4 apoios, onde somente os apoios ofensivos podem ser acionados pelas equipes. Ex. A equipe azul tem a posse de bola. Ela só pode acionar os apoios que se encontram no campo de ataque, isto é, apoio da metade ofensiva do campo, como verá na figura 1.
Figura 1 – Transição ofensiva com ligação directa (lançamento)
Sempre que uma equipe tiver ou recuperar a posse de bola terá duas opções de lançamento já posicionadas no campo de ataque (os dois apoios ofensivos), caracterizando assim a transição defesa-ataque com ligação direta, através de lançamento para o campo de ataque. Uma vez a bola tendo chegado aos apoios do ataque eles prepararão a jogada de finalização a gol.
Este exercício também propicia a mecanização do posicionamento do ataque e os zagueiros e meio campistas quando pegarem a bola já saberá onde se encontram seus companheiros de ataque.
Importante:
Os apoios se movimentam sobre a linha lateral de modo à não se encontrarem em impedimento no momento do lançamento; ou melhorar seu posicionamento facilitando o passe de um companheiro.
Variação:
Os apoios podem conduzir e finalizar a gol.
Podem também trabalhar a bola com os meias que “vem de trás” e finalizam a gol.
Podemos diminuir ou estreitar o campo de jogo para potencializar as ações dos jogadores no treino.
Fernando Rossini
Indicação:
Exercício indicado para equipes que tenham como princípio de jogo o contra ataque/ligação directa defesa-ataque, através de lançamentos.
Duas equipes disposta num campo oficial 8 contra 8. Nas linhas laterais do campo se encontram 4 apoios, onde somente os apoios ofensivos podem ser acionados pelas equipes. Ex. A equipe azul tem a posse de bola. Ela só pode acionar os apoios que se encontram no campo de ataque, isto é, apoio da metade ofensiva do campo, como verá na figura 1.
Figura 1 – Transição ofensiva com ligação directa (lançamento)Sempre que uma equipe tiver ou recuperar a posse de bola terá duas opções de lançamento já posicionadas no campo de ataque (os dois apoios ofensivos), caracterizando assim a transição defesa-ataque com ligação direta, através de lançamento para o campo de ataque. Uma vez a bola tendo chegado aos apoios do ataque eles prepararão a jogada de finalização a gol.
Este exercício também propicia a mecanização do posicionamento do ataque e os zagueiros e meio campistas quando pegarem a bola já saberá onde se encontram seus companheiros de ataque.
Importante:
Os apoios se movimentam sobre a linha lateral de modo à não se encontrarem em impedimento no momento do lançamento; ou melhorar seu posicionamento facilitando o passe de um companheiro.
Variação:
Os apoios podem conduzir e finalizar a gol.
Podem também trabalhar a bola com os meias que “vem de trás” e finalizam a gol.
Podemos diminuir ou estreitar o campo de jogo para potencializar as ações dos jogadores no treino.
Fernando Rossini
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SISTEMA: 3-5-2
3-5-2
Posicionamento
Figura 1 – 3-5-2
Esse sistema foi muito utilizado a partir da Copa de 1990 na Itália, pois muitas seleções o utilizaram naquele torneio. Veio como uma alternativa para marcar o 4-4-2, visto que os 3 zagueiros garantiriam a sobra a todo momento. Os “laterais” nesse sistema passam a ser chamados de alas porque ganham novas funções tanto na parte defensiva quando devem marcar mais “por dentro” quanto na parte ofensiva quando tem participação ativa na armação do jogo. A inteligência e as características dos alas são fundamentais para que esse sistema de jogo funcione.
Figura 2 – 3-5-2 B
Com essa alteração no posicionamento, os alas tem uma função ofensiva mais importante, pois terão que dividir com o meia a responsabilidade da armação do jogo e chegada ao ataque.
Características
- número equilibrado de jogadores em cada compartimento do campo;
- boa ocupação de espaço nos três setores;
- pode ser ofensivo ou defensivo com poucas alterações;
- armação de jogo pelas alas.
- a cobertura dos alas necessita de muita coordenação defensiva;
- o adversário cria dificuldade se entrar com 1 ou 3 atacantes;
- necessita de zagueiros com boa técnica para a saída de bola.
Leandro Zago
Posicionamento
Figura 1 – 3-5-2Esse sistema foi muito utilizado a partir da Copa de 1990 na Itália, pois muitas seleções o utilizaram naquele torneio. Veio como uma alternativa para marcar o 4-4-2, visto que os 3 zagueiros garantiriam a sobra a todo momento. Os “laterais” nesse sistema passam a ser chamados de alas porque ganham novas funções tanto na parte defensiva quando devem marcar mais “por dentro” quanto na parte ofensiva quando tem participação ativa na armação do jogo. A inteligência e as características dos alas são fundamentais para que esse sistema de jogo funcione.
Figura 2 – 3-5-2 B
Com essa alteração no posicionamento, os alas tem uma função ofensiva mais importante, pois terão que dividir com o meia a responsabilidade da armação do jogo e chegada ao ataque.Características
- número equilibrado de jogadores em cada compartimento do campo;
- boa ocupação de espaço nos três setores;
- pode ser ofensivo ou defensivo com poucas alterações;
- armação de jogo pelas alas.
- a cobertura dos alas necessita de muita coordenação defensiva;
- o adversário cria dificuldade se entrar com 1 ou 3 atacantes;
- necessita de zagueiros com boa técnica para a saída de bola.
Leandro Zago
SISTEMA: 4-3-3
4-3-3
Posicionamento
Figura 1 – 4-3-3
O 4-3-3 foi um sistema muito utilizado até meados da década de 80, surgiu do recuo de um dos atacantes do sistema 4-2-4 quando ainda não ocorria com freqüência a passagem dos laterais, fazendo com que as equipes jogassem com dois pontas bem definidos, cuja função na marcação era a de acompanhar os laterais adversários.
Esse sistema é bem presente no futebol moderno, mas teve que se adaptar porque as trocas de posições passaram a ser mais constantes e os laterais e pontas teriam que ocupar toda a lateral do campo. Acabou sobrando para os pontas que perderam seu prestígio por executar um número muito reduzido de funções, o que acarretou no desaparecimento desse jogador desde as categorias de base.
Figura 2 – 4-3-3 B
Na figura 2 podemos observar uma das variações possíveis do 4-3-3, quando um meia é trocado por um volante, fortalecendo o poder de marcação na intermediária defensiva e fazendo com que um meia apenas fique responsável pela armação de jogo. Dessa variação surgiu um novo sistema que veremos a seguir, o 4-5-1.
Características
- número equilibrado de jogadores em cada compartimento do campo;
- boa ocupação de espaço no setor ofensivo;
- mantém um grande número de atletas adversários em seu próprio campo defensivo;
- é facilmente mudado com algumas alterações no posicionamento.
- menos atletas com características defensivas em comparação com outros sistemas;
- poucos atletas atrás da linha da bola;
- pouca participação defensiva dos atacantes;
- muito espaço à frente dos laterais;
- muito espaço para a cobertura dos volantes.
Leandro Zago
Posicionamento
Figura 1 – 4-3-3
O 4-3-3 foi um sistema muito utilizado até meados da década de 80, surgiu do recuo de um dos atacantes do sistema 4-2-4 quando ainda não ocorria com freqüência a passagem dos laterais, fazendo com que as equipes jogassem com dois pontas bem definidos, cuja função na marcação era a de acompanhar os laterais adversários.Esse sistema é bem presente no futebol moderno, mas teve que se adaptar porque as trocas de posições passaram a ser mais constantes e os laterais e pontas teriam que ocupar toda a lateral do campo. Acabou sobrando para os pontas que perderam seu prestígio por executar um número muito reduzido de funções, o que acarretou no desaparecimento desse jogador desde as categorias de base.
Figura 2 – 4-3-3 B
Na figura 2 podemos observar uma das variações possíveis do 4-3-3, quando um meia é trocado por um volante, fortalecendo o poder de marcação na intermediária defensiva e fazendo com que um meia apenas fique responsável pela armação de jogo. Dessa variação surgiu um novo sistema que veremos a seguir, o 4-5-1.Características
- número equilibrado de jogadores em cada compartimento do campo;
- boa ocupação de espaço no setor ofensivo;
- mantém um grande número de atletas adversários em seu próprio campo defensivo;
- é facilmente mudado com algumas alterações no posicionamento.
- menos atletas com características defensivas em comparação com outros sistemas;
- poucos atletas atrás da linha da bola;
- pouca participação defensiva dos atacantes;
- muito espaço à frente dos laterais;
- muito espaço para a cobertura dos volantes.
Leandro Zago
SISTEMA: 3-6-1
3-6-1
Posicionamento
Figura 1 – 3-6-1
Esse sistema possui uma mistura de dois sistemas, a defesa e os alas do 3-5-2 com o meio de campo podendo ser montado como o de um 4-4-2.
Figura 2 – 3-6-1 B
Com o meio de campo montado no mesmo formato do “4-4-2 Losango” facilita-se a montagem de triângulos como podemos ver na figura.
Características
- não exige muito desgaste físico na recuperação da bola;
- boa ocupação de espaço no setor defensivo;
- atrai o adversário possibilitando situações de contra-ataque;
- utilização dos alas no contra-ataque.
- poucos atletas com características de atacantes;
- poucos atletas à frente da linha da bola quando ela é recuperada no meio;
- quando a bola é recuperada exige muita qualidade para não ser perdida rapidamente;
- a cobertura dos alas necessita de muita coordenação defensiva;
- o adversário cria dificuldade se entrar com 1 ou 3 atacantes;
- necessita de zagueiros com boa técnica para a saída de bola.
Leandro Zago
Posicionamento
Figura 1 – 3-6-1Esse sistema possui uma mistura de dois sistemas, a defesa e os alas do 3-5-2 com o meio de campo podendo ser montado como o de um 4-4-2.
Figura 2 – 3-6-1 B
Com o meio de campo montado no mesmo formato do “4-4-2 Losango” facilita-se a montagem de triângulos como podemos ver na figura.
Características- não exige muito desgaste físico na recuperação da bola;
- boa ocupação de espaço no setor defensivo;
- atrai o adversário possibilitando situações de contra-ataque;
- utilização dos alas no contra-ataque.
- poucos atletas com características de atacantes;
- poucos atletas à frente da linha da bola quando ela é recuperada no meio;
- quando a bola é recuperada exige muita qualidade para não ser perdida rapidamente;
- a cobertura dos alas necessita de muita coordenação defensiva;
- o adversário cria dificuldade se entrar com 1 ou 3 atacantes;
- necessita de zagueiros com boa técnica para a saída de bola.
Leandro Zago
SISTEMA: 4-5-1
4-5-1
Posicionamento
Figura 1 – 4-5-1
Esse sistema vem sendo muito utilizado pelos treinadores, que substituíram os dois antigos pontas por dois meias ofensivos que criam uma linha à frente dos volantes no momento em que a equipe está sem a bola e tem por função chegar a frente, encostando no atacante. Esses meias que jogam por fora são responsáveis também por facilitar a ultrapassagem dos laterais, aproximando-se destes e fazendo triangulações.
Figura 2 – 4-5-1 B
Neste novo posicionamento, são criadas duas linha de 4 jogadores com um volante entre elas e
um atacante à frente. Com isso, é realizada uma marcação por zona que permite cobertura em todos os setores do campo de defesa sem muito desgaste físico. A partir do momento que a bola é recuperada, temos 4 meias para chegar ao ataque, permitindo que até cinco jogadores participem de um contra-ataque sem cada um deles percorra mais do que 50 metros.
Características
- não exige muito desgaste físico na recuperação da bola;
- boa ocupação de espaço no setor defensivo;
- atrai o adversário possibilitando situações de contra-ataque;
- poucos atletas com características de atacantes;
- poucos atletas à frente da linha da bola quando ela é recuperada no meio;
- quando a bola é recuperada exige muita qualidade para não ser perdida rapidamente.
Leandro Zago
Posicionamento
Figura 1 – 4-5-1Esse sistema vem sendo muito utilizado pelos treinadores, que substituíram os dois antigos pontas por dois meias ofensivos que criam uma linha à frente dos volantes no momento em que a equipe está sem a bola e tem por função chegar a frente, encostando no atacante. Esses meias que jogam por fora são responsáveis também por facilitar a ultrapassagem dos laterais, aproximando-se destes e fazendo triangulações.
Figura 2 – 4-5-1 B
Neste novo posicionamento, são criadas duas linha de 4 jogadores com um volante entre elas e
um atacante à frente. Com isso, é realizada uma marcação por zona que permite cobertura em todos os setores do campo de defesa sem muito desgaste físico. A partir do momento que a bola é recuperada, temos 4 meias para chegar ao ataque, permitindo que até cinco jogadores participem de um contra-ataque sem cada um deles percorra mais do que 50 metros.Características
- não exige muito desgaste físico na recuperação da bola;
- boa ocupação de espaço no setor defensivo;
- atrai o adversário possibilitando situações de contra-ataque;
- poucos atletas com características de atacantes;
- poucos atletas à frente da linha da bola quando ela é recuperada no meio;
- quando a bola é recuperada exige muita qualidade para não ser perdida rapidamente.
Leandro Zago
SISTEMA: 4-4-2
4-4-2
Posicionamento
Figura 1 – 4-4-2
O 4-4-2 é um sistema que está presente no futebol a cerca de 20 anos, foi muito utilizado na década de 90 (principalmente no Brasil) por permitir uma enorme variação de posicionamentos, principalmente do meio de campo para a frente, e também por designar 2 jogadores para cada posição, facilitando a distribuição de tarefas. Utiliza-se, nesse sistema dois laterais que se alternam no momento do apoio ao ataque, um volante mais centralizado e outro que faça cobertura dos laterais, dois meias que participem da marcação e cheguem bem à frente, um atacante mais “de área” e outro com boa movimentação.
Figura 2 – 4-4-2 B
O 4-4-2 da figura acima é o chamado “4-4-2 Losango” que tem por característica a facilidade de se montar triângulos no seu posicionamento pela disposição dos atletas em campo. Pode ser ofensivo com um volante ou três meias, ou defensivo com três volante e um meia.
Características
- número equilibrado de jogadores em cada compartimento do campo;
- boa ocupação de espaço nos três setores;
- pode ser ofensivo ou defensivo com poucas alterações.
- o apoio dos laterais não é protegido com muita eficiência;
- com os meias jogando em linha cria-se uma distância com os atacantes;
- com o losango, há espaço para o adversário nas laterais na linha média;
Leandro Zago
Posicionamento
Figura 1 – 4-4-2
O 4-4-2 é um sistema que está presente no futebol a cerca de 20 anos, foi muito utilizado na década de 90 (principalmente no Brasil) por permitir uma enorme variação de posicionamentos, principalmente do meio de campo para a frente, e também por designar 2 jogadores para cada posição, facilitando a distribuição de tarefas. Utiliza-se, nesse sistema dois laterais que se alternam no momento do apoio ao ataque, um volante mais centralizado e outro que faça cobertura dos laterais, dois meias que participem da marcação e cheguem bem à frente, um atacante mais “de área” e outro com boa movimentação.Figura 2 – 4-4-2 B
O 4-4-2 da figura acima é o chamado “4-4-2 Losango” que tem por característica a facilidade de se montar triângulos no seu posicionamento pela disposição dos atletas em campo. Pode ser ofensivo com um volante ou três meias, ou defensivo com três volante e um meia.Características
- número equilibrado de jogadores em cada compartimento do campo;
- boa ocupação de espaço nos três setores;
- pode ser ofensivo ou defensivo com poucas alterações.
- o apoio dos laterais não é protegido com muita eficiência;
- com os meias jogando em linha cria-se uma distância com os atacantes;
- com o losango, há espaço para o adversário nas laterais na linha média;
Leandro Zago
EXERCÍCIO:TREINAR a "linha de 4" do 4-4-2
Treinando a “linha de 4” do 4-4-2
Exercício realizado em meio campo com duas equipes e 1 goleiro. A equipe laranja tenta marcar gol nos 4 pequenos gols (2 a 3 metros cada, dependendo da necessidade de se criar mais dificuldade para o ataque ou para a defesa, feitos com cones ou estacas) dispostos no meio campo. A equipe azul defende estes golzinhos e ataca o gol convencional, como na figura 1.
Figura 1 – 6 x 6 em campo reduzido treinando as linhas defensivas
A equipe azul defende os golzinhos formando uma linha de 4 defensores com 2 jogadores a sua frente. Estes 4 jogadores de azul podem ser treinados como se fossem 4 zagueiros com 2 volantes a sua frente. Ou podem ser treinados como se fossem 4 homens de meio campo com 2 atacantes a sua frente, dependendo do objetivo do treinador no momento.
Quando a equipe azul tiver a posse de bola tentará marcar gol movimentando-se ofensivamente – transição ofensiva. A equipe laranja defenderá o gol convencional – transição defensiva.
Indicação:
Treino principalmente para as linhas defensivas – meio campo ou defesa do 4-4-2 com duas “linhas de 4”.
Variação:
Podemos alterar o número de jogadores e gols visando treinar diferentes sistemas de jogo: 3-5-2, 4-3-3, 3-6-1, etc.
Podemos treinar também com este exercício algumas movimentações ofensivas com transições ofensivas e defensivas de acordo com a idéia tática do técnico.
Fernando Rossini
Exercício realizado em meio campo com duas equipes e 1 goleiro. A equipe laranja tenta marcar gol nos 4 pequenos gols (2 a 3 metros cada, dependendo da necessidade de se criar mais dificuldade para o ataque ou para a defesa, feitos com cones ou estacas) dispostos no meio campo. A equipe azul defende estes golzinhos e ataca o gol convencional, como na figura 1.
Figura 1 – 6 x 6 em campo reduzido treinando as linhas defensivasA equipe azul defende os golzinhos formando uma linha de 4 defensores com 2 jogadores a sua frente. Estes 4 jogadores de azul podem ser treinados como se fossem 4 zagueiros com 2 volantes a sua frente. Ou podem ser treinados como se fossem 4 homens de meio campo com 2 atacantes a sua frente, dependendo do objetivo do treinador no momento.
Quando a equipe azul tiver a posse de bola tentará marcar gol movimentando-se ofensivamente – transição ofensiva. A equipe laranja defenderá o gol convencional – transição defensiva.
Indicação:
Treino principalmente para as linhas defensivas – meio campo ou defesa do 4-4-2 com duas “linhas de 4”.
Variação:
Podemos alterar o número de jogadores e gols visando treinar diferentes sistemas de jogo: 3-5-2, 4-3-3, 3-6-1, etc.
Podemos treinar também com este exercício algumas movimentações ofensivas com transições ofensivas e defensivas de acordo com a idéia tática do técnico.
Fernando Rossini
12/Jun/2008
LANÇAMENTO LATERAL
Arremesso lateral - marcando no ataque
Marcando no campo adversário
Em vários momentos da partida, às vezes até quando estamos jogando de forma defensiva, é interessante marcarmos as cobranças de lateral do nosso adversário no campo de ataque por alguns motivos:
- poucos atletas conseguem jogar a bola a uma distância considerável;
- a bola arremessada com as mãos vem de forma mais lenta facilitando a aproximação do marcador;
- os atletas que receberão a bola na sua maioria possuem características defensivas.
Considerando que a nossa equipe seja a preta e a laranja o adversário, vamos ilustrar um possível posicionamento:
Figura 1 – Arremesso lateral
Podemos observar que a marcação foi adiantada de forma a recuperar a posse de bola rapidamente. Utilizamos esse tipo de marcação quando enfrentamos uma equipe com boa saída de bola e boa armação de jogo.
Nossos atacantes eliminam os passes nos zagueiros deixando apenas o lateral oposto livre. O atacante ( 11 ) próximo a bola deve evitar o passe no zagueiro ( 4 ) e fechar a frente do volante ( 5 ) para que esse não devolva a bola no lateral ( 6 ) que efetuou a cobrança. O meia ( 10 ) posiciona-se de forma a evitar a cobrança longa para que o atacante domine a bola e, caso a cobrança seja feita de forma curta ele marca o lateral que realizou a cobrança.
Leandro Zago
Marcando no campo adversário
Em vários momentos da partida, às vezes até quando estamos jogando de forma defensiva, é interessante marcarmos as cobranças de lateral do nosso adversário no campo de ataque por alguns motivos:
- poucos atletas conseguem jogar a bola a uma distância considerável;
- a bola arremessada com as mãos vem de forma mais lenta facilitando a aproximação do marcador;
- os atletas que receberão a bola na sua maioria possuem características defensivas.
Considerando que a nossa equipe seja a preta e a laranja o adversário, vamos ilustrar um possível posicionamento:
Figura 1 – Arremesso lateralPodemos observar que a marcação foi adiantada de forma a recuperar a posse de bola rapidamente. Utilizamos esse tipo de marcação quando enfrentamos uma equipe com boa saída de bola e boa armação de jogo.
Nossos atacantes eliminam os passes nos zagueiros deixando apenas o lateral oposto livre. O atacante ( 11 ) próximo a bola deve evitar o passe no zagueiro ( 4 ) e fechar a frente do volante ( 5 ) para que esse não devolva a bola no lateral ( 6 ) que efetuou a cobrança. O meia ( 10 ) posiciona-se de forma a evitar a cobrança longa para que o atacante domine a bola e, caso a cobrança seja feita de forma curta ele marca o lateral que realizou a cobrança.
Leandro Zago
DEFESA: TRIÂNGULOS DEFENSIVOS
Triângulos defensivos
Postado no Setembro 7, 2007 de Leandro
A formação de triângulos envolvendo os jogadores é uma característica da marcação por zona. Por objetivar ter controle prioritário sobre os espaços e não sobre os jogadores adversários é fundamental manter uma geometria planejada. A base dessa geometria é criar triângulos em função da posição da bola dentro da área de atuação estabelecida pela marcação (linhas de marcação).
Dentro desse princípio temos as seguintes disposições dos atletas (figuras 1).
Figura 1 – Triângulo formado entre os atletas 5, 8 e 11 (preto)
Vemos na figura que o sistema de jogo utilizado pela equipe preta é o 4-4-2 com duas linhas de quatro (ver Inglterra X Brasil como exemplo). Isolamos apenas os confrontos dos meios de campo para ilustrar a formação dos triângulos. O atleta número 8 (preto) pressiona o homem da bola e seus companheiro 5 e 11 fecham as linhas de passe por dentro, dando ao adversário a opção de realizar apenas passes laterais ou passes longos pelo alto.
Quando o passe é realizado para o lado, outro triângulo é formado envolvendo outros 3 atletas da
equipe preta (figura 2).
Figura 2 – Novo triângulo formado após um passe lateral do 5 para o 8 (laranja)
Com isso a equipe preta busca tornarem previsíveis o máximo possível as ações do time laranja. Esse é o controle do espaço em que se baseia a marcação por zona.
Leandro Zago
Postado no Setembro 7, 2007 de Leandro
A formação de triângulos envolvendo os jogadores é uma característica da marcação por zona. Por objetivar ter controle prioritário sobre os espaços e não sobre os jogadores adversários é fundamental manter uma geometria planejada. A base dessa geometria é criar triângulos em função da posição da bola dentro da área de atuação estabelecida pela marcação (linhas de marcação).
Dentro desse princípio temos as seguintes disposições dos atletas (figuras 1).
Figura 1 – Triângulo formado entre os atletas 5, 8 e 11 (preto)Vemos na figura que o sistema de jogo utilizado pela equipe preta é o 4-4-2 com duas linhas de quatro (ver Inglterra X Brasil como exemplo). Isolamos apenas os confrontos dos meios de campo para ilustrar a formação dos triângulos. O atleta número 8 (preto) pressiona o homem da bola e seus companheiro 5 e 11 fecham as linhas de passe por dentro, dando ao adversário a opção de realizar apenas passes laterais ou passes longos pelo alto.
Quando o passe é realizado para o lado, outro triângulo é formado envolvendo outros 3 atletas da
equipe preta (figura 2).Figura 2 – Novo triângulo formado após um passe lateral do 5 para o 8 (laranja)
Com isso a equipe preta busca tornarem previsíveis o máximo possível as ações do time laranja. Esse é o controle do espaço em que se baseia a marcação por zona.
Leandro Zago
ATAQUE E DEFESA: ONDE COMEÇA E ONDE ACABA
Ataque e defesa: onde um começa e o outro termina?
É quase que fato consumado no futebol entender o processo ofensivo (ataque) o momento em que a própria equipe tem a posse da bola e o processo defensivo (defesa) o momento em que a posse de bola é do adversário.
E nas transições, quem está atacando e quem está defendendo?
Simples, na transição defesa-ataque (ofensiva) eu estou atacando e na transição ataque-defesa (defensiva) meu adversário ataca.
Ainda bem que, para os profissionais do futebol, os jogos coletivos são muito mais complexos que essa singela interpretação. Senão qualquer torcedor entenderia o jogo tão bem quanto um treinador de equipe de alto nível.
Os processos ofensivos e defensivos estão tão intrinsecamente conectados que seria impensável analisá-los e treiná-los de forma isolada.
Imagine a seguinte situação:
Sua equipe está vencendo a partida e adota como estratégia manter a posse de bola (prioritariamente no campo de defesa pela ocupação espacial do adversário) com o objetivo de “apenas” esperar o tempo terminar. A equipe adversária realiza uma marcação pressão para recuperar a bola rapidamente e tentar realizar uma finalização a gol.
Pergunta: Quem está defendendo? E atacando?
Essa situação muito comum nos jogos que presenciamos mostra que a posse de bola por si só não determina a atitude de uma equipe. E a ausência dele também não.
E respondendo a pergunta do título desse artigo, podemos entender que os processos ofensivos e defensivos acontecem simultânea e constantemente dentro do jogo e isso deve ser levado em conta na elaboração de um treinamento tático.
Leandro Zago
É quase que fato consumado no futebol entender o processo ofensivo (ataque) o momento em que a própria equipe tem a posse da bola e o processo defensivo (defesa) o momento em que a posse de bola é do adversário.
E nas transições, quem está atacando e quem está defendendo?
Simples, na transição defesa-ataque (ofensiva) eu estou atacando e na transição ataque-defesa (defensiva) meu adversário ataca.
Ainda bem que, para os profissionais do futebol, os jogos coletivos são muito mais complexos que essa singela interpretação. Senão qualquer torcedor entenderia o jogo tão bem quanto um treinador de equipe de alto nível.
Os processos ofensivos e defensivos estão tão intrinsecamente conectados que seria impensável analisá-los e treiná-los de forma isolada.
Imagine a seguinte situação:
Sua equipe está vencendo a partida e adota como estratégia manter a posse de bola (prioritariamente no campo de defesa pela ocupação espacial do adversário) com o objetivo de “apenas” esperar o tempo terminar. A equipe adversária realiza uma marcação pressão para recuperar a bola rapidamente e tentar realizar uma finalização a gol.
Pergunta: Quem está defendendo? E atacando?
Essa situação muito comum nos jogos que presenciamos mostra que a posse de bola por si só não determina a atitude de uma equipe. E a ausência dele também não.
E respondendo a pergunta do título desse artigo, podemos entender que os processos ofensivos e defensivos acontecem simultânea e constantemente dentro do jogo e isso deve ser levado em conta na elaboração de um treinamento tático.
Leandro Zago
MARCAÇÃO DE CANTOS
Marcação de cantos: estilos e preferências
É consenso no meio do futebol que as jogadas de “bola parada” são decisivas em algumas partidas, principalmente naquelas mais equilibradas sob o ponto de vista da criação de oportunidades de gol. Treinadores, jogadores e jornalistas quase que diariamente atribuem a vitória desta ou daquela equipe para esse factor.
O que chama atenção é que, mesmo se preparando para esse momento, as equipes continuam sofrendo gols em boa quantidade, independentemente do tipo de marcação adoptado.
Basicamente são três tipos de marcação utilizados para o canto:
- Marcação individual: cada jogador marca um adversário até o fim da jogada.
- Marcação em zona: são determinadas áreas de atuação para cada marcador que objetiva ter controle sobre a zona que é responsável
- Marcação mista: utilização das duas formas de marcação anteriores simultaneamente.

Figura 1 – Marcação mista da defesa do Palmeiras
Na figura acima, vemos um jogo do Campeonato Paulista sub-17 (juvenil) entre Ponte Preta e Palmeiras. O Palmeiras optou por uma marcação mista, com um atleta no “primeiro pau” (em zona), outro no bico da pequena área (em zona) e o restante marcando individualmente o ataque pontepretano, inclusive no rebote.
Esse tipo de marcação é utilizado por várias equipes, com variações do número de atletas “em zona” e marcando individualmente.
A forma como é treinada a marcação dos escanteios pode nos dar uma pista do motivo para o insucesso da defesa, pois na maioria das vezes não simula a situação de jogo em que parte-se de uma desorganização para uma rápida organização (poucos segundos). Comumente no treino, inicia-se a jogada já com o escanteio a ser cobrado e os defensores posicionados em seus respectivos lugares. Para completar há muitas interrupções para correções, não exigindo que o atleta se concentre de forma mais prolongada.
Como alternativa, poderíamos realizar o treino da seguinte forma:
- orientar os atletas sobre o posicionamento desejado antes do exercício
- colocá-los ainda em situação defensiva com bola em jogo
- jogar a bola para canto
- bater em menos de 12 segundos
Essa atividade pode ser realizada em 5 blocos de 3 minutos com intervalos de 1 minuto para rápida correção de posicionamentos. Fundamental para manter a concentração dos atletas é cobrar metas para a atividade (X gols em y cantos, por exemplo).
Leandro Zago
É consenso no meio do futebol que as jogadas de “bola parada” são decisivas em algumas partidas, principalmente naquelas mais equilibradas sob o ponto de vista da criação de oportunidades de gol. Treinadores, jogadores e jornalistas quase que diariamente atribuem a vitória desta ou daquela equipe para esse factor.
O que chama atenção é que, mesmo se preparando para esse momento, as equipes continuam sofrendo gols em boa quantidade, independentemente do tipo de marcação adoptado.
Basicamente são três tipos de marcação utilizados para o canto:
- Marcação individual: cada jogador marca um adversário até o fim da jogada.
- Marcação em zona: são determinadas áreas de atuação para cada marcador que objetiva ter controle sobre a zona que é responsável
- Marcação mista: utilização das duas formas de marcação anteriores simultaneamente.

Figura 1 – Marcação mista da defesa do Palmeiras
Na figura acima, vemos um jogo do Campeonato Paulista sub-17 (juvenil) entre Ponte Preta e Palmeiras. O Palmeiras optou por uma marcação mista, com um atleta no “primeiro pau” (em zona), outro no bico da pequena área (em zona) e o restante marcando individualmente o ataque pontepretano, inclusive no rebote.
Esse tipo de marcação é utilizado por várias equipes, com variações do número de atletas “em zona” e marcando individualmente.
A forma como é treinada a marcação dos escanteios pode nos dar uma pista do motivo para o insucesso da defesa, pois na maioria das vezes não simula a situação de jogo em que parte-se de uma desorganização para uma rápida organização (poucos segundos). Comumente no treino, inicia-se a jogada já com o escanteio a ser cobrado e os defensores posicionados em seus respectivos lugares. Para completar há muitas interrupções para correções, não exigindo que o atleta se concentre de forma mais prolongada.
Como alternativa, poderíamos realizar o treino da seguinte forma:
- orientar os atletas sobre o posicionamento desejado antes do exercício
- colocá-los ainda em situação defensiva com bola em jogo
- jogar a bola para canto
- bater em menos de 12 segundos
Essa atividade pode ser realizada em 5 blocos de 3 minutos com intervalos de 1 minuto para rápida correção de posicionamentos. Fundamental para manter a concentração dos atletas é cobrar metas para a atividade (X gols em y cantos, por exemplo).
Leandro Zago
QUAL A MELHOR MARCAÇÃO
Marcação individual, por zona, mista e híbrida
Afinal, qual delas é melhor? Será que existe a melhor? Entrar em consenso sobre o tema parece ser algo ainda muito distante, visto que, é mais do que um debate sobre o jogo, é um debate que envolve questões culturais. Quando buscamos uma compreensão do futebol sob a perspectiva da complexidade devemos nos apropriar de todas as áreas de conhecimento relacionadas ao ser humano. Ou não?
Vejamos, nos campeonatos nacionais do Brasil e de Portugal grande parte das equipes joga utilizando marcação mista com marcações individuais em alguns casos dependendo da qualidade do adversário. Em Portugal costumam chamar isso de “jogo de pares”, onde cada jogador marca o adversário que jogar em sua região (não podemos confundir com zona) e um sobra, com as duas equipes buscando o encaixe e anulação do jogo do rival. Muito próximo do que vemos nas equipes brasileiras.
Em contrapartida, na Inglaterra, Itália e Espanha, por exemplo, as grandes equipes jogam marcando por zona, com variações nas plataformas de jogo de acordo com a proposta de determinada partida.
A marcação híbrida, caracterizada pela presença das outras três, dentro de um mesmo modelo de jogo, de forma padronizada, exige um nível de coordenação muito alto, portanto poucas equipes se dispõe a utilizá-la. Caso não esteja bem incorporada pelos atletas gera um estado de confusão nas trocas constantes. O Manchester United da temporada 2006/2007 utilizou-a em alguns jogos.
Por que tantas variações na forma de marcar? Porque cada uma tem os seus prós e contras em cada situação do jogo.
O conhecimento do treinador sobre o jogo fará toda a diferença na hora de optar por essa ou aquela. Se propuser a marcação individual, sua prioridade é anular o adversário, jogar em função deste. Caso escolha marcar por zona, o foco do treinador é na sua própria equipe primeiramente, criar superioridade numérica em várias regiões do campo e fechar zonas de risco principais.
Voltando ao início desse texto, a pergunta: descobrimos a melhor?
Para o leitor pensar sobre o assunto, analise os casos abaixo baseado na forma de marcação das equipes:
- São Paulo (mista) e Internacional (mista / individual) campeões do mundo contra Liverpool (zona) e Barcelona (zona) respectivamente;
- Boca (zona) campeão da Libertadores algumas vez contra equipes brasileiras (mista);
- Internacional (mista) campeão do Torneio de Dubai contra a Internazionale de Milão (zona) e
- França (zona) elimina Brasil (mista) da Copa de 2006.
Já decidiu?
Leandro Zago
Afinal, qual delas é melhor? Será que existe a melhor? Entrar em consenso sobre o tema parece ser algo ainda muito distante, visto que, é mais do que um debate sobre o jogo, é um debate que envolve questões culturais. Quando buscamos uma compreensão do futebol sob a perspectiva da complexidade devemos nos apropriar de todas as áreas de conhecimento relacionadas ao ser humano. Ou não?
Vejamos, nos campeonatos nacionais do Brasil e de Portugal grande parte das equipes joga utilizando marcação mista com marcações individuais em alguns casos dependendo da qualidade do adversário. Em Portugal costumam chamar isso de “jogo de pares”, onde cada jogador marca o adversário que jogar em sua região (não podemos confundir com zona) e um sobra, com as duas equipes buscando o encaixe e anulação do jogo do rival. Muito próximo do que vemos nas equipes brasileiras.
Em contrapartida, na Inglaterra, Itália e Espanha, por exemplo, as grandes equipes jogam marcando por zona, com variações nas plataformas de jogo de acordo com a proposta de determinada partida.
A marcação híbrida, caracterizada pela presença das outras três, dentro de um mesmo modelo de jogo, de forma padronizada, exige um nível de coordenação muito alto, portanto poucas equipes se dispõe a utilizá-la. Caso não esteja bem incorporada pelos atletas gera um estado de confusão nas trocas constantes. O Manchester United da temporada 2006/2007 utilizou-a em alguns jogos.
Por que tantas variações na forma de marcar? Porque cada uma tem os seus prós e contras em cada situação do jogo.
O conhecimento do treinador sobre o jogo fará toda a diferença na hora de optar por essa ou aquela. Se propuser a marcação individual, sua prioridade é anular o adversário, jogar em função deste. Caso escolha marcar por zona, o foco do treinador é na sua própria equipe primeiramente, criar superioridade numérica em várias regiões do campo e fechar zonas de risco principais.
Voltando ao início desse texto, a pergunta: descobrimos a melhor?
Para o leitor pensar sobre o assunto, analise os casos abaixo baseado na forma de marcação das equipes:
- São Paulo (mista) e Internacional (mista / individual) campeões do mundo contra Liverpool (zona) e Barcelona (zona) respectivamente;
- Boca (zona) campeão da Libertadores algumas vez contra equipes brasileiras (mista);
- Internacional (mista) campeão do Torneio de Dubai contra a Internazionale de Milão (zona) e
- França (zona) elimina Brasil (mista) da Copa de 2006.
Já decidiu?
Leandro Zago
DEFENDER À ZONA
O que é, afinal, defender (jogar) por zona?
Vemos claramente no futebol mundial atual que as grandes equipes em sua maioria jogam marcando por zona seus adversários. Equipes com grandes jogadores que descobriram nessa forma de jogar um caminho para potencializar seus talentos e fazer do jogo coletivo sua identidade. Se esse fato realmente acontece, também é verdade que ainda existem treinadores que a ignoram e justificam-se apontando as limitações desse tipo de marcação.
Bauer (1994) caracterizou a “defesa por zona” assim: 1) a cada jogador é entregue um determinado espaço (zona), pelo qual será responsável durante toda a defesa, 2) quando a equipe perde a bola, cada jogador deve deslocar-se para trás, para a sua zona, 3) na sua zona, o jogador deve marcar diretamente qualquer adversário que nela entre, com ou sem bola, 4) se o adversário muda para outra zona, passará automaticamente a ser da responsabilidade de outro defesa, 5) todos os jogadores da equipe devem deslocar-se em direção à bola e, 6) o portador da bola deverá ser atacado por dois ou mais jogadores por vez.
Essa definição do referido autor, apesar de considerar algumas características da defesa por zona, aproxima-se mais de uma marcação mista, onde cada jogador marca o adversário que estiver na sua zona. E também apresenta algumas incoerências, pois, como vou garantir que a marcação será duplicada sobre o portador da bola se meus jogadores tem como referência a movimentação adversária? Tudo bem, será dentro de sua zona de atuação, mas isso já será suficiente para impedir uma eficiência do sistema de coberturas.
E por falar em referência, aí reside uma brutal distância entre marcar por zona e as outras formas de marcação que visam o encaixe no adversário. A grande referência da defesa por zona são os espaços e fechar como equipe os espaços mais valiosos. Mas onde são os espaços mais valiosos? Aqueles próximos ao local em que a bola se encontra naquele exato momento e que varia constantemente, tornando a gestão coletiva do espaço e do tempo fundamentais. Se a gestão é coletiva, minha equipe deve atuar como um bloco coeso, fechando linhas de passe em progressão, que flutua dependente da circulação de bola do adversário, gerando pressão espaço-temporal no portador da bola da equipe adversária através da ocupação racional dos espaços. Assim obteremos superioridade numérica, pois vejam, que em nenhum momento a movimentação do adversário interferiu no sistema de coberturas que se sucedem a cada variação de ação tática-técnica de ambas equipes.
Melhor que “defender por zona” é falarmos em “jogar por zona” porque expressa com mais clareza o real significado dos objetivos implícitos nessa filosofia. Quando jogo marcando dessa forma, a recuperação da bola deve ocorrer de forma coletiva com total relação com o momento ofensivo. Aliás, dividir o momento “sem bola” do momento “com bola” e ignorar suas respectivas transições é um perigo tão grande como não considerarmos o “jogo por zona” das equipes bem sucedidas do futebol mundial. Ou, talvez, os perigos não sejam maiores um do que o outro, mas o mesmo.
- Referência Bibliográfica
BAUER, G. (1994). Fútbol. Entrenamiento de la técnica, la táctica y la condición física. Editorial Hispano Européia. Barcelona.
Leandro Zago
Vemos claramente no futebol mundial atual que as grandes equipes em sua maioria jogam marcando por zona seus adversários. Equipes com grandes jogadores que descobriram nessa forma de jogar um caminho para potencializar seus talentos e fazer do jogo coletivo sua identidade. Se esse fato realmente acontece, também é verdade que ainda existem treinadores que a ignoram e justificam-se apontando as limitações desse tipo de marcação.
Bauer (1994) caracterizou a “defesa por zona” assim: 1) a cada jogador é entregue um determinado espaço (zona), pelo qual será responsável durante toda a defesa, 2) quando a equipe perde a bola, cada jogador deve deslocar-se para trás, para a sua zona, 3) na sua zona, o jogador deve marcar diretamente qualquer adversário que nela entre, com ou sem bola, 4) se o adversário muda para outra zona, passará automaticamente a ser da responsabilidade de outro defesa, 5) todos os jogadores da equipe devem deslocar-se em direção à bola e, 6) o portador da bola deverá ser atacado por dois ou mais jogadores por vez.
Essa definição do referido autor, apesar de considerar algumas características da defesa por zona, aproxima-se mais de uma marcação mista, onde cada jogador marca o adversário que estiver na sua zona. E também apresenta algumas incoerências, pois, como vou garantir que a marcação será duplicada sobre o portador da bola se meus jogadores tem como referência a movimentação adversária? Tudo bem, será dentro de sua zona de atuação, mas isso já será suficiente para impedir uma eficiência do sistema de coberturas.
E por falar em referência, aí reside uma brutal distância entre marcar por zona e as outras formas de marcação que visam o encaixe no adversário. A grande referência da defesa por zona são os espaços e fechar como equipe os espaços mais valiosos. Mas onde são os espaços mais valiosos? Aqueles próximos ao local em que a bola se encontra naquele exato momento e que varia constantemente, tornando a gestão coletiva do espaço e do tempo fundamentais. Se a gestão é coletiva, minha equipe deve atuar como um bloco coeso, fechando linhas de passe em progressão, que flutua dependente da circulação de bola do adversário, gerando pressão espaço-temporal no portador da bola da equipe adversária através da ocupação racional dos espaços. Assim obteremos superioridade numérica, pois vejam, que em nenhum momento a movimentação do adversário interferiu no sistema de coberturas que se sucedem a cada variação de ação tática-técnica de ambas equipes.
Melhor que “defender por zona” é falarmos em “jogar por zona” porque expressa com mais clareza o real significado dos objetivos implícitos nessa filosofia. Quando jogo marcando dessa forma, a recuperação da bola deve ocorrer de forma coletiva com total relação com o momento ofensivo. Aliás, dividir o momento “sem bola” do momento “com bola” e ignorar suas respectivas transições é um perigo tão grande como não considerarmos o “jogo por zona” das equipes bem sucedidas do futebol mundial. Ou, talvez, os perigos não sejam maiores um do que o outro, mas o mesmo.
- Referência Bibliográfica
BAUER, G. (1994). Fútbol. Entrenamiento de la técnica, la táctica y la condición física. Editorial Hispano Européia. Barcelona.
Leandro Zago
JOGAR COLECTIVAMENTE
O jogar (pensar) coletivamente
Postado no Maio 23, 2008 de Leandro
“… o que de mais forte uma equipa pode
ter é jogar como uma equipa.”
(Mourinho, 2003)
Segundo Amieiro (2005), a organização defensiva só conseguirá ser verdadeiramente coletiva se as ações tático-técnicas realizadas por cada um dos onze jogadores forem perspectivadas em função de uma idéia comum, respeitando um referencial coletivo, em que as tarefas individuais dos jogadores se relacionam e regulam entre si. O autor ainda afirma que apenas assim o “todo” (a equipe que se defende) conseguirá ser maior que a soma das partes que o constituem (comportamentos tático-técnicos de cada atleta).
Quanto o autor fala sobre “idéia comum” ou “referencial coletivo” é preciso entender que não está se referindo a automatismos fechados, ou algo já estabelecido de forma estanque, mas a princípios que norteiam a ação coletiva da equipe e por conseqüência as ações individuais dos atletas nela inseridos. Pode-se constatar isso no trecho seguinte da sua frase em que se refere às interações entre jogadores (quando diz “relacionam”) e ao processo de feedback (quando diz “regulam”) que ocorre permanentemente durante as ações coletivas e individuais dos jogadores.
Portanto faz-se necessário construir e definir princípios que balizem os comportamentos coletivos (princípios de jogo), visto que o jogo pelo seu caráter imprevisível não permite ações planejadas em sua plenitude, pois vai sendo construído conforme as respostas que seus jogadores vão oferecendo pontualmente naquelas situações. Respostas essas que surgem da interação dos mesmos com sua equipe, com o adversário, com a posição da bola e de um número muito alto de outras variáveis que estão nele inseridos.
A simples informação não altera comportamentos e estes demoram muito tempo para serem alterados (FRADE, 2004). Cabe ao treinador direcionar esses comportamentos para o modelo de jogo que pretende adotar, através de exercícios com complexidade crescente, sempre atuando na zona proximal de conhecimento do atleta com um objetivo final muito definido. O quão elaborado será o modelo de jogo depende da qualidade com que esse processo será aplicado e do conhecimento que o treinador tem sobre o jogo.
O objetivo é que a equipe apresente respostas coletivas para a maior quantidade possível de situações que estejam presentes nos quatro momentos do jogo: com a bola, sem a bola, transição defesa-ataque e transição ataque-defesa. Nessa proposta uma equipe pode ter a bola, mas, por estar com vantagem no placar, não quer dar profundidade ao jogo e quer defender-se com a posse. Suas movimentações são bem diferentes de quando ela precisa marcar gol. Caso algum(ns) jogador(es) não estejam com os princípios daquele momento assimilados, pode(m) apresentar respostas incongruentes com os objetivos momentâneos da equipe, realizando movimentações para regiões em que a pressão do adversário é mais intensa, aumentando os riscos de perder a bola e não colaborando com a meta coletiva estabelecida para aquela pontual situação, a manutenção da posse de bola simplesmente. E que fique bem claro com esse parágrafo que “estar defendendo” ou “estar atacando” independe de ter ou não a bola, pelo caráter indivisível que o jogo apresenta ao contemplar os quatro momentos anteriormente citados que se manifestam intimamente relacionados.
Os princípios de jogo estão ligados aos hábitos da equipe, que são resultado da interação dos hábitos individuais dos jogadores, portanto aí deve estar focada a intervenção do processo de treino. Para Frade (2002), o hábito é um saber-fazer que se adquire na ação, portando vivenciar os devidos princípios de uma forma hierarquizada e sistematizada é fundamental para que o objetivo final, ou seja, a implantação do modelo de jogo idealizado pelo treinador baseado no contexto em que se encontra, materialize-se em campo de forma condizente com a proposta inicial.
Referências Bibliográficas
Amieiro, N. (2005) Defesa à Zona no Futebol: Um pretexto para refletir sobre o … bem, ganhando!. Edição do Autor. 2005.
Frade, V. (2002) Apontamentos das aulas de Metodologia Aplicada II, Opção de Futebol. FCDEF-UP. Porto. Não publicado.
Frade, V. (2004) Apontamentos das aulas de Metodologia Aplicada II, Opção de Futebol. FCDEF-UP. Porto. Não publicado.
Mourinho, J. (2003) Entrevista ao programa <2ª Parte> da SporTV. 14 de maio de 2003.
Leandro Zago - CIEFuT
Postado no Maio 23, 2008 de Leandro
“… o que de mais forte uma equipa pode
ter é jogar como uma equipa.”
(Mourinho, 2003)
Segundo Amieiro (2005), a organização defensiva só conseguirá ser verdadeiramente coletiva se as ações tático-técnicas realizadas por cada um dos onze jogadores forem perspectivadas em função de uma idéia comum, respeitando um referencial coletivo, em que as tarefas individuais dos jogadores se relacionam e regulam entre si. O autor ainda afirma que apenas assim o “todo” (a equipe que se defende) conseguirá ser maior que a soma das partes que o constituem (comportamentos tático-técnicos de cada atleta).
Quanto o autor fala sobre “idéia comum” ou “referencial coletivo” é preciso entender que não está se referindo a automatismos fechados, ou algo já estabelecido de forma estanque, mas a princípios que norteiam a ação coletiva da equipe e por conseqüência as ações individuais dos atletas nela inseridos. Pode-se constatar isso no trecho seguinte da sua frase em que se refere às interações entre jogadores (quando diz “relacionam”) e ao processo de feedback (quando diz “regulam”) que ocorre permanentemente durante as ações coletivas e individuais dos jogadores.
Portanto faz-se necessário construir e definir princípios que balizem os comportamentos coletivos (princípios de jogo), visto que o jogo pelo seu caráter imprevisível não permite ações planejadas em sua plenitude, pois vai sendo construído conforme as respostas que seus jogadores vão oferecendo pontualmente naquelas situações. Respostas essas que surgem da interação dos mesmos com sua equipe, com o adversário, com a posição da bola e de um número muito alto de outras variáveis que estão nele inseridos.
A simples informação não altera comportamentos e estes demoram muito tempo para serem alterados (FRADE, 2004). Cabe ao treinador direcionar esses comportamentos para o modelo de jogo que pretende adotar, através de exercícios com complexidade crescente, sempre atuando na zona proximal de conhecimento do atleta com um objetivo final muito definido. O quão elaborado será o modelo de jogo depende da qualidade com que esse processo será aplicado e do conhecimento que o treinador tem sobre o jogo.
O objetivo é que a equipe apresente respostas coletivas para a maior quantidade possível de situações que estejam presentes nos quatro momentos do jogo: com a bola, sem a bola, transição defesa-ataque e transição ataque-defesa. Nessa proposta uma equipe pode ter a bola, mas, por estar com vantagem no placar, não quer dar profundidade ao jogo e quer defender-se com a posse. Suas movimentações são bem diferentes de quando ela precisa marcar gol. Caso algum(ns) jogador(es) não estejam com os princípios daquele momento assimilados, pode(m) apresentar respostas incongruentes com os objetivos momentâneos da equipe, realizando movimentações para regiões em que a pressão do adversário é mais intensa, aumentando os riscos de perder a bola e não colaborando com a meta coletiva estabelecida para aquela pontual situação, a manutenção da posse de bola simplesmente. E que fique bem claro com esse parágrafo que “estar defendendo” ou “estar atacando” independe de ter ou não a bola, pelo caráter indivisível que o jogo apresenta ao contemplar os quatro momentos anteriormente citados que se manifestam intimamente relacionados.
Os princípios de jogo estão ligados aos hábitos da equipe, que são resultado da interação dos hábitos individuais dos jogadores, portanto aí deve estar focada a intervenção do processo de treino. Para Frade (2002), o hábito é um saber-fazer que se adquire na ação, portando vivenciar os devidos princípios de uma forma hierarquizada e sistematizada é fundamental para que o objetivo final, ou seja, a implantação do modelo de jogo idealizado pelo treinador baseado no contexto em que se encontra, materialize-se em campo de forma condizente com a proposta inicial.
Referências Bibliográficas
Amieiro, N. (2005) Defesa à Zona no Futebol: Um pretexto para refletir sobre o
Frade, V. (2002) Apontamentos das aulas de Metodologia Aplicada II, Opção de Futebol. FCDEF-UP. Porto. Não publicado.
Frade, V. (2004) Apontamentos das aulas de Metodologia Aplicada II, Opção de Futebol. FCDEF-UP. Porto. Não publicado.
Mourinho, J. (2003) Entrevista ao programa <2ª Parte> da SporTV. 14 de maio de 2003.
Leandro Zago - CIEFuT
PERIODIZAÇÃO TÁCTICA E FUTEBOL
Periodização Táctica e Futebol
“Aspecto particular da programação, que se relaciona
com uma distribuição no tempo, de forma regular, dos
comportamentos tácticos de jogo, individuais e
colectivos, assim como, a subjacente e progressiva
adaptação do jogador e da equipa a nível técnico, físico,
cognitivo e psicológico”.
(MOURINHO, 2001)
A definição acima dada pelo treinador português José Mourinho sobre o seu conceito para a periodização contempla o que para ele são os quatro aspectos fundamentais que o treinamento deve abranger de uma forma indissociável. Defende que toda sessão de treino deva ser realizada com bola de forma que o atleta pense no jogo. Para Carvalhal (2003) a primeira preocupação nessa periodização é o jogo, com ênfase em treinos situacionais e em situações de jogo, com o treino físico (ou da dominante física) inserido no mesmo.
Essa forma de periodizar é contrária aos modelos tradicionais, em que as prioridades do treino são outras; em que os aspectos físicos, técnicos, táticos e psicológicos possuem sessões particulares de trabalho, sendo em alguns momentos “integrados” em treinamentos físico-técnicos ou técnico-táticos que apesar da presença da bola não possuem como objetivo central a melhora da qualidade do jogo.
Considerando como epicentro do jogo o aspecto tático, a Periodização Tática (PT) citada pelos treinadores acima tem como referência o Modelo de Jogo Adotado (MJA) e, com isso, os outros aspectos devem estar presentes sempre nas sessões de treinos, pois sem eles o jogo em alta qualidade torna-se fora do alcance. A tática é pensada como aspecto central da construção do treino, de forma que as outras capacidades sejam desenvolvidas por “arrasto”, de forma contextualizada e identificada com a matriz de jogo proposta.
Para isso nas sessões de treino são desenvolvidos exercícios que construam e potencializem a forma de jogar exacerbando algumas situações (princípio metodológico das propensões) que o treinador eleja como prioridade naquela sessão.
Dentro da PT não faz sentido um mesociclo apoiado em microciclos que tenham em sua estrutura perspectivas praticamente idênticas pautadas ou na variação de volumes de carga, ou de prioridades físicas, ou nas pendências fisiológicas. Na perspectiva do MJA, o microciclo segue uma progressão complexa relacionada ao processo e compreensão da lógica do jogo e ao modelo de jogo a se jogar.
A Periodização Tática emerge, na prática competitiva (principalmente em Portugal nesse momento), como uma nova proposta de periodização para os jogos coletivos, respeitando suas características – e nesse caso aprofundando nas particularidades e complexidades do futebol. Surge como alternativa para a periodização tradicional que têm, em grande parte de seus idealizadores, origem em esportes individuais ou com um curto período competitivo. Parte do pressuposto de que esportes coletivos, como o futebol nesse caso, com longos períodos de competição necessitam de regularidade competitiva, não tendo nos “picos de forma” esse objetivo atingido. Os picos do Modelo de Jogo tornam-se as metas a serem buscadas e que, pelos constantes processos de construção do mesmo proporciona um desenvolvimento contínuo.
Para pesquisadores e profissionais da Educação Física, PT e MJA não são nenhuma novidade, longe disso. Autores clássicos estudados em boas faculdades de Educação Física no Brasil propõem discussões nessa perspectiva há mais de 20 anos. A novidade talvez seja vê-la realmente na prática desportiva do futebol de alto nível.
A PT mostra uma preocupação com a qualidade do jogo e rompe com conceitos cartesianos fincados em nossa sociedade. Seus conceitos, idéias e perspectivas passaram agora pelos portões das universidades, rumo a batalha contra os achismos que ainda imperam no futebol (ou por tradicionalismos ou pela falta de conhecimento científico).
Que vençam a batalha!
Referências Bibliográficas
Carvalhal, C. (2003), “Periodização táctica. A coerência entre o exercício de treino e o modelo de jogo adotado” Documento de apoio das II Jornadas técnicas de futebol da U.T.A.D
Mourinho, J. (2001), “Programação e periodização do treino em futebol” in palestra realizada na ESEL, no âmbito da disciplina de POAEF.
Leandro Zago - CIEFuT
“Aspecto particular da programação, que se relaciona
com uma distribuição no tempo, de forma regular, dos
comportamentos tácticos de jogo, individuais e
colectivos, assim como, a subjacente e progressiva
adaptação do jogador e da equipa a nível técnico, físico,
cognitivo e psicológico”.
(MOURINHO, 2001)
A definição acima dada pelo treinador português José Mourinho sobre o seu conceito para a periodização contempla o que para ele são os quatro aspectos fundamentais que o treinamento deve abranger de uma forma indissociável. Defende que toda sessão de treino deva ser realizada com bola de forma que o atleta pense no jogo. Para Carvalhal (2003) a primeira preocupação nessa periodização é o jogo, com ênfase em treinos situacionais e em situações de jogo, com o treino físico (ou da dominante física) inserido no mesmo.
Essa forma de periodizar é contrária aos modelos tradicionais, em que as prioridades do treino são outras; em que os aspectos físicos, técnicos, táticos e psicológicos possuem sessões particulares de trabalho, sendo em alguns momentos “integrados” em treinamentos físico-técnicos ou técnico-táticos que apesar da presença da bola não possuem como objetivo central a melhora da qualidade do jogo.
Considerando como epicentro do jogo o aspecto tático, a Periodização Tática (PT) citada pelos treinadores acima tem como referência o Modelo de Jogo Adotado (MJA) e, com isso, os outros aspectos devem estar presentes sempre nas sessões de treinos, pois sem eles o jogo em alta qualidade torna-se fora do alcance. A tática é pensada como aspecto central da construção do treino, de forma que as outras capacidades sejam desenvolvidas por “arrasto”, de forma contextualizada e identificada com a matriz de jogo proposta.
Para isso nas sessões de treino são desenvolvidos exercícios que construam e potencializem a forma de jogar exacerbando algumas situações (princípio metodológico das propensões) que o treinador eleja como prioridade naquela sessão.
Dentro da PT não faz sentido um mesociclo apoiado em microciclos que tenham em sua estrutura perspectivas praticamente idênticas pautadas ou na variação de volumes de carga, ou de prioridades físicas, ou nas pendências fisiológicas. Na perspectiva do MJA, o microciclo segue uma progressão complexa relacionada ao processo e compreensão da lógica do jogo e ao modelo de jogo a se jogar.
A Periodização Tática emerge, na prática competitiva (principalmente em Portugal nesse momento), como uma nova proposta de periodização para os jogos coletivos, respeitando suas características – e nesse caso aprofundando nas particularidades e complexidades do futebol. Surge como alternativa para a periodização tradicional que têm, em grande parte de seus idealizadores, origem em esportes individuais ou com um curto período competitivo. Parte do pressuposto de que esportes coletivos, como o futebol nesse caso, com longos períodos de competição necessitam de regularidade competitiva, não tendo nos “picos de forma” esse objetivo atingido. Os picos do Modelo de Jogo tornam-se as metas a serem buscadas e que, pelos constantes processos de construção do mesmo proporciona um desenvolvimento contínuo.
Para pesquisadores e profissionais da Educação Física, PT e MJA não são nenhuma novidade, longe disso. Autores clássicos estudados em boas faculdades de Educação Física no Brasil propõem discussões nessa perspectiva há mais de 20 anos. A novidade talvez seja vê-la realmente na prática desportiva do futebol de alto nível.
A PT mostra uma preocupação com a qualidade do jogo e rompe com conceitos cartesianos fincados em nossa sociedade. Seus conceitos, idéias e perspectivas passaram agora pelos portões das universidades, rumo a batalha contra os achismos que ainda imperam no futebol (ou por tradicionalismos ou pela falta de conhecimento científico).
Que vençam a batalha!
Referências Bibliográficas
Carvalhal, C. (2003), “Periodização táctica. A coerência entre o exercício de treino e o modelo de jogo adotado” Documento de apoio das II Jornadas técnicas de futebol da U.T.A.D
Mourinho, J. (2001), “Programação e periodização do treino em futebol” in palestra realizada na ESEL, no âmbito da disciplina de POAEF.
Leandro Zago - CIEFuT
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